Análise de Partograma: Parada Secundária da Descida

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2014

Enunciado

Uma gestante com 27 anos de idade, tercigesta, com antecedentes de um parto cesáreo há sete anos e um parto normal há três anos, realizou pré-natal na gestação atual, com sete consultas, sem intercorrências. Internou-se em trabalho de parto e apresenta evolução de acordo com o partograma abaixo: A análise do partograma, indica que o diagnóstico e a conduta obstétrica indicados são:

Alternativas

  1. A) Parada secundária da dilatação; parto fórceps.
  2. B) Parada secundária da descida; parto cesáreo.
  3. C) Desproporção céfalo-pélvica; parto fórceps.
  4. D) Fase ativa prolongada; parto cesáreo.

Pérola Clínica

Dilatação total + parada de descida fetal por >1h = Parada secundária da descida.

Resumo-Chave

A parada secundária da descida ocorre quando o feto para de descer no canal de parto após a dilatação cervical completa, frequentemente indicando desproporção céfalo-pélvica.

Contexto Educacional

O partograma é a representação gráfica do trabalho de parto, permitindo a identificação precoce de distocias. Ele monitora a dilatação cervical, a descida da apresentação, a frequência cardíaca fetal e as contrações uterinas. A evolução normal deve seguir à esquerda da linha de alerta. A parada secundária da descida é uma distocia do período pélvico. Quando o feto para de descer mesmo com contrações efetivas e dilatação total, as causas mais comuns são a desproporção céfalo-pélvica, variedades de posição anômalas (como o defletismo) ou exaustão materna. O diagnóstico correto evita a prolongação desnecessária do sofrimento fetal e materno, direcionando para a cesariana quando o parto vaginal instrumentalizado não é seguro ou viável.

Perguntas Frequentes

O que define a parada secundária da descida no partograma?

A parada secundária da descida é diagnosticada quando a dilatação cervical já atingiu 10 cm (dilatação total), mas a descida da apresentação fetal (avaliada pelos planos de De Lee) permanece estacionária por pelo menos uma hora após o início do período expulsivo. No partograma, isso é visualizado pela linha de dilatação no topo (10cm) e a linha de descida horizontalizada.

Qual a conduta na parada secundária da descida?

Uma vez diagnosticada a parada da descida, deve-se avaliar a causa. Se houver suspeita de desproporção céfalo-pélvica (DCP) absoluta ou falha nas manobras de auxílio, a conduta indicada é a via alta (parto cesáreo). O uso de fórceps só é indicado se a cabeça estiver em planos baixos (+2 ou mais) e não houver suspeita de DCP.

Qual a diferença entre parada secundária da descida e da dilatação?

A parada secundária da dilatação ocorre durante a fase ativa do parto, onde a dilatação cervical para de progredir por 2 horas ou mais. Já a parada da descida ocorre especificamente no período expulsivo, com a cérvice já totalmente dilatada, focando-se exclusivamente na progressão do feto pelo canal de parto.

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