INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2020
Paciente primigesta, gestação a termo, pré-natal sem intercorrências é internada às 6hs no centro obstétrico em fase ativa do trabalho de parto, colo completamente apagado, apresentando 3cm de dilatação. Inicia-se a construção do partograma, apresentação cefálica, bolsa íntegra, BCF 140bpm, altura plano De Lee -3. Avaliação das 11h mostrou colo fino central, com 8cm de dilatação, plano de De Lee zero, traçado cardiotocográfico tranquilizador. Às 13hs, com dilatação completa, bolsa rota, líquido claro com grumos, no plano De Lee zero. Às 14 e 15 horas observou-se a mesma condição anotada na avaliação das 13hs, mas agora com bradicardia fetal durante as contrações e com decalagem. Considerando o caso descrito, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico CORRETO para essa paciente.
Parada secundária da descida = dilatação completa + apresentação sem progresso por ≥1h + bradicardia fetal.
A parada secundária da descida é diagnosticada quando, após a dilatação completa, a apresentação fetal não progride por um período de tempo definido (geralmente 1 hora ou mais), e pode ser acompanhada de sinais de sofrimento fetal, como a bradicardia com decalagem.
A parada secundária da descida é uma das distócias do trabalho de parto, caracterizada pela falha na progressão da apresentação fetal após a dilatação cervical completa. É um diagnóstico importante na prática obstétrica, pois pode indicar desproporção céfalo-pélvica, má posição fetal ou contrações uterinas ineficazes, exigindo intervenção para evitar complicações maternas e fetais. Sua identificação precoce é crucial para a segurança do binômio. O diagnóstico é feito através da avaliação do partograma e do exame físico. Após atingir 10 cm de dilatação, espera-se que a apresentação fetal continue a descer pelo canal de parto. A ausência de progressão da descida por um período de tempo específico (geralmente 1 hora em multíparas e 2 horas em primíparas, ou 2-3 horas com analgesia peridural) configura a parada secundária da descida. Sinais de sofrimento fetal, como bradicardia fetal com decalagem, agravam o quadro e indicam a necessidade de ação imediata. O manejo da parada secundária da descida depende da causa subjacente e da condição fetal. Pode incluir a correção de contrações uterinas ineficazes com ocitocina, rotação manual da apresentação fetal ou, mais frequentemente, a indicação de parto operatório (fórceps, vácuo extrator ou cesariana) se houver falha na progressão ou sinais de sofrimento fetal. A decisão deve ser individualizada, considerando a segurança da mãe e do feto.
A parada secundária da descida é diagnosticada quando, após a dilatação completa (10 cm), a apresentação fetal não progride no plano de De Lee por pelo menos 1 hora em multíparas ou 2 horas em primíparas, especialmente se houver sinais de sofrimento fetal.
O plano de De Lee é crucial para avaliar a progressão da descida fetal, indicando a relação da apresentação com as espinhas isquiáticas. Um plano de De Lee zero significa que a apresentação está nas espinhas isquiáticas.
A bradicardia fetal com decalagem (desacelerações tardias) durante as contrações é um sinal de sofrimento fetal e pode indicar uma distócia, como a parada da descida, necessitando de intervenção imediata.
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