Parada Secundária da Descida: Diagnóstico e Manejo Obstétrico

HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2024

Enunciado

Paciente de 30 anos de idade, G1 P0 A0, está com 39s 5d de gestação e chega à maternidade relatando contrações uterinas dolorosas. Nega perda de líquido ou sangramento genital. Ao ser examinada, sua PA é de 120x80 mmHg e FC 89 bpm. As contrações uterinas estão ocorrendo a cada 4 minutos, e o BCF é 148 bpm. Ao toque vaginal, o colo está com 3 cm de dilatação e 90% apagado, a bolsa está íntegra e o polo cefálico está alto. Não desejou analgesia durante o acompanhamento do trabalho de parto. Analise o padrão de dilatação do colo uterino e da descida do polo cefálico a seguir e assinale a alternativa correta

Alternativas

  1. A) Essa distocia é diagnosticada quando a expulsão do feto ocorre em um período de 4h ou menos.
  2. B) Essa distocia costuma estar relacionada à contratilidade uterina deficiente.
  3. C) Estava indicada cesariana uso de fórceps na 6ª hora de avaliação.
  4. D) Trata-se de um caso de parada secundária da descida.

Pérola Clínica

Parada secundária da descida = Ausência de progressão da descida fetal por ≥1h na fase ativa do trabalho de parto.

Resumo-Chave

A parada secundária da descida é uma distocia do trabalho de parto caracterizada pela ausência de progressão da descida do polo cefálico por um período prolongado na fase ativa. É um diagnóstico que requer avaliação cuidadosa da dinâmica uterina e da pelve materna.

Contexto Educacional

O trabalho de parto é um processo dinâmico que envolve a dilatação cervical e a descida do feto. Distocias, ou anormalidades nesse processo, são comuns e representam uma das principais indicações de cesariana. A parada secundária da descida é uma dessas distocias, caracterizada pela falha na progressão da descida do polo cefálico na fase ativa do trabalho de parto, após um período de progressão normal. A fisiopatologia das distocias pode envolver problemas com as "três Ps": Poder (contrações uterinas), Passageiro (feto) e Passagem (pelve materna). A parada secundária da descida geralmente ocorre na segunda fase do trabalho de parto ou na fase ativa avançada. O diagnóstico é feito pela avaliação do partograma e do toque vaginal seriado, observando a ausência de mudança na altura da apresentação fetal. A conduta para a parada secundária da descida exige uma avaliação cuidadosa para identificar a causa. Se a dinâmica uterina for inadequada, a ocitocina pode ser utilizada para aumentar a força e frequência das contrações. Se houver desproporção céfalo-pélvica ou má-posição fetal irredutível, a cesariana é a via de parto mais segura. O residente deve estar apto a identificar essa distocia e tomar decisões rápidas para garantir a segurança materno-fetal.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a parada secundária da descida no trabalho de parto?

A parada secundária da descida é caracterizada pela ausência de progressão da descida do polo cefálico por um período de pelo menos uma hora na fase ativa do trabalho de parto, após o colo estar totalmente dilatado ou em fase de dilatação avançada.

Quais são as possíveis causas da parada secundária da descida?

As causas podem incluir desproporção céfalo-pélvica (DCP), contrações uterinas inadequadas (hipoatividade uterina), má-posição ou má-apresentação fetal, ou anomalias do trajeto pélvico. A identificação da causa é crucial para a conduta.

Qual a conduta diante de uma parada secundária da descida?

A conduta depende da causa subjacente. Pode-se tentar otimizar as contrações com ocitocina se a dinâmica uterina for deficiente. Se houver suspeita de DCP ou má-posição fetal que não pode ser corrigida, a cesariana é frequentemente indicada. O uso de fórceps ou vácuo extrator pode ser considerado em situações específicas.

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