Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2022
Em relação à parada secundária de descida em um trabalho de parto com dilatação total do colo uterino, identificada por meio do toque vaginal e interpretação do partograma, assinale a alternativa contendo o diagnóstico correto.
Parada secundária de descida com dilatação total → avaliar desproporção cefalopélvica.
A parada secundária de descida no trabalho de parto, após dilatação total, exige a exclusão de desproporção cefalopélvica, que é uma das principais causas de falha na progressão, mesmo com contrações adequadas.
A parada secundária de descida é uma complicação do trabalho de parto que ocorre após a dilatação total do colo uterino, quando a apresentação fetal não progride adequadamente pelo canal de parto. É um diagnóstico importante que exige atenção imediata, pois pode indicar uma falha na progressão do parto, com potenciais riscos para a mãe e o feto. A identificação precoce é crucial para a tomada de decisões clínicas. O diagnóstico é feito clinicamente por meio do toque vaginal e da interpretação do partograma, que monitora a descida da apresentação. Uma das principais causas a ser avaliada é a desproporção cefalopélvica, onde há uma incompatibilidade entre o tamanho da cabeça fetal e as dimensões da pelve materna. Outras causas incluem distocias de contração (funcionais) ou de posição fetal. O manejo da parada secundária de descida depende da causa subjacente. Se houver desproporção cefalopélvica confirmada, a via de parto mais segura é a cesariana. Em casos de distocia funcional sem desproporção, pode-se tentar a ocitocina para otimizar as contrações. O prognóstico materno e fetal está diretamente relacionado à rapidez e adequação da intervenção.
A parada secundária de descida é diagnosticada quando, após a dilatação total do colo, não há progressão da apresentação fetal por um período determinado, geralmente 1 hora em multíparas ou 2 horas em primíparas, com contrações adequadas.
A desproporção cefalopélvica é uma causa mecânica importante de parada de descida, onde a cabeça fetal é muito grande ou a pelve materna é muito pequena para permitir a passagem, exigindo avaliação e possível cesariana.
O partograma é uma ferramenta gráfica que registra a evolução do trabalho de parto, permitindo identificar a falha na progressão da descida da apresentação fetal ao longo do tempo, alertando para a necessidade de intervenção.
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