UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2025
Observe o partograma a seguir.Primigesta, 40 semanas de idade gestacional, deu entrada na Maternidade com queixa de dores pélvicas em cólicas. Ao exame obstétrico, apresenta a altura uterina de 36cm, dinâmica uterina presente, tônus uterino normal. Ao toque vaginal, o colo uterino encontra-se com dilatação de 3cm, diante do caso, optou-se pela internação. Com base no caso clínico e na leitura do partograma, a hipótese diagnóstica é
Parada secundária da descida + DPC → falha na progressão do trabalho de parto, considerar cesariana.
A parada secundária da descida fetal, especialmente em primigestas, frequentemente indica uma desproporção cefalopélvica (DPC) ou uma distocia funcional, exigindo avaliação cuidadosa do partograma e, muitas vezes, intervenção cirúrgica.
A distocia de trabalho de parto é uma das principais causas de cesariana e morbimortalidade materna e fetal. A parada secundária da descida, caracterizada pela ausência de progressão da apresentação fetal no canal de parto, é uma forma comum de distocia que exige atenção imediata. Sua identificação precoce através do partograma é crucial para a tomada de decisão clínica. A desproporção cefalopélvica (DPC) ocorre quando há um desequilíbrio entre o tamanho da cabeça fetal e as dimensões da pelve materna, impedindo a passagem do feto. Embora o diagnóstico definitivo seja retrospectivo, a suspeita surge diante de uma parada de progressão, especialmente da descida, apesar de uma dinâmica uterina aparentemente eficaz. Outras causas de parada da descida incluem distocias funcionais (hipoatividade uterina) ou de apresentação. O manejo da parada secundária da descida depende da causa subjacente. Se houver suspeita de DPC, a via de parto mais segura é a cesariana. Se a causa for uma distocia funcional, pode-se tentar a ocitocina para otimizar as contrações. A avaliação contínua do bem-estar fetal e materno é fundamental para evitar complicações como sofrimento fetal, infecção intra-amniótica ou exaustão materna.
A parada secundária da descida é diagnosticada quando não há progressão da descida da apresentação fetal por um período de tempo definido (geralmente 1 hora ou mais no período expulsivo ativo, dependendo da paridade e da presença de analgesia), apesar de contrações uterinas adequadas.
A desproporção cefalopélvica (DPC) é uma das principais causas de parada da descida, ocorrendo quando a cabeça fetal é muito grande ou a pelve materna é muito pequena para permitir a passagem, resultando em falha na progressão do trabalho de parto.
O partograma registra a dilatação cervical e a descida da apresentação fetal ao longo do tempo. Uma curva de descida que se horizontaliza ou não progride adequadamente, especialmente após a fase ativa, indica uma distocia de descida.
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