PCR Pediátrica: Identifique Causas Reversíveis (5 Hs e 5 Ts)

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2020

Enunciado

Um paciente internado na enfermaria, com 8 anos de vida e peso de 25 kg, subitamente perde a consciência. A enfermeira estava próxima, detectou a ausência de pulso e iniciou as compressões torácicas, enquanto a criança era monitorada. Ao chegar, o pediatra solicitou a interrupção das compressões para ver o seguinte ritmo: Algumas causas reversíveis que podem ser tratadas durante a reanimação cardiopulmonar são:

Alternativas

  1. A) Acidose respiratória e Hipomagnesemia.
  2. B) Trauma e alcalose metabólica.
  3. C) Hipotermia e hiperlactatemia.
  4. D) Hipoglicemia e hipercalemia.
  5. E) Hipomagnesemia e febre.

Pérola Clínica

Na PCR pediátrica, lembrar das 5 Hs e 5 Ts: Hipoglicemia e Hipercalemia são causas reversíveis tratáveis.

Resumo-Chave

Durante a reanimação cardiopulmonar pediátrica, é fundamental identificar e tratar as causas reversíveis da parada, classicamente conhecidas como '5 Hs e 5 Ts', que incluem distúrbios metabólicos como hipoglicemia e hipercalemia, além de hipovolemia, hipóxia, hipotermia, acidose, pneumotórax hipertensivo, tamponamento cardíaco, toxinas e trombose.

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória (PCR) em pediatria frequentemente tem uma etiologia respiratória ou circulatória, diferentemente dos adultos, onde a causa primária é geralmente cardíaca. Durante a reanimação cardiopulmonar pediátrica, é crucial não apenas realizar as manobras básicas e avançadas, mas também investigar e tratar prontamente as causas reversíveis, classicamente memorizadas como os "5 Hs e 5 Ts". As "5 Hs" incluem Hipovolemia, Hipóxia, Hidrogênio (acidose), Hipo/Hipercalemia e Hipotermia. As "5 Ts" são Toxinas, Tamponamento cardíaco, Tensão (pneumotórax hipertensivo), Trombose coronariana e Trombose pulmonar. No caso da questão, hipoglicemia e hipercalemia são exemplos de distúrbios metabólicos que podem precipitar uma PCR e são potencialmente reversíveis com intervenção adequada. A hipoglicemia pode ser tratada com dextrose intravenosa, enquanto a hipercalemia pode ser manejada com cálcio (para estabilizar o miocárdio), insulina com glicose, beta-agonistas e diuréticos ou resinas de troca. O residente deve estar apto a pensar sistematicamente nessas causas durante uma PCR, pois o reconhecimento e tratamento rápidos podem ser a chave para a sobrevida e bom prognóstico neurológico do paciente pediátrico.

Perguntas Frequentes

Quais são as "5 Hs" das causas reversíveis de PCR pediátrica?

As "5 Hs" incluem Hipovolemia, Hipóxia, Hidrogênio (acidose), Hipo/Hipercalemia e Hipotermia.

Como a hipoglicemia pode levar à PCR?

A hipoglicemia grave pode causar disfunção miocárdica e arritmias, levando à parada cardíaca, especialmente em crianças que têm reservas de glicogênio limitadas e maior demanda metabólica.

Qual a importância de identificar a hipercalemia na PCR?

A hipercalemia é uma causa reversível de arritmias cardíacas graves, incluindo bradicardia, assistolia e fibrilação ventricular, e seu tratamento rápido com cálcio, insulina/glicose e beta-agonistas pode reverter a PCR.

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