INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Um menino de 9 anos sofre atropelamento enquanto andava de bicicleta pela rua e é trazido, por pessoas que estavam presentes no momento do acidente, à emergência do hospital. À admissão, o menino encontra-se em parada cardiorrespiratória em assistolia. Ao perceber o quadro do paciente, os médicos de plantão iniciam medidas de suporte avançado de vida para essa criança, instituindo, inicialmente, via aérea avançada com sucesso. Diante dessa situação, quais medidas devem ser tomadas imediatamente?
PCR pediátrica com via aérea avançada: compressões contínuas + 1 ventilação a cada 2-3 segundos.
Em uma parada cardiorrespiratória pediátrica com via aérea avançada (tubo endotraqueal ou máscara laríngea), as compressões torácicas devem ser contínuas, sem interrupções para ventilação. A ventilação deve ser administrada a uma frequência de 1 ventilação a cada 2 a 3 segundos (20-30 ventilações por minuto).
A parada cardiorrespiratória (PCR) pediátrica, especialmente em assistolia, é uma emergência médica grave que exige intervenção imediata e coordenada. Em crianças, a PCR frequentemente tem origem respiratória ou por choque, e a assistolia é o ritmo mais comum, com prognóstico reservado. O suporte avançado de vida em pediatria (PALS) preconiza uma abordagem sistemática para maximizar as chances de retorno da circulação espontânea (RCE). Após a instituição de uma via aérea avançada (como intubação endotraqueal ou uso de máscara laríngea), a dinâmica das compressões e ventilações muda. As compressões torácicas devem ser contínuas, com uma frequência de 100-120 por minuto, sem interrupções para as ventilações. As ventilações, por sua vez, são administradas de forma assíncrona às compressões, a uma taxa de 1 ventilação a cada 2 a 3 segundos (aproximadamente 20-30 ventilações por minuto). Essa abordagem visa manter a perfusão coronariana e cerebral constante, minimizando as interrupções nas compressões. A administração de epinefrina é crucial em ritmos não chocáveis como a assistolia, devendo ser feita o mais rápido possível e repetida a cada 3 a 5 minutos. A identificação e tratamento das causas reversíveis (Hs e Ts) também são parte integrante do manejo da PCR pediátrica.
Com via aérea avançada, as ventilações devem ser administradas a uma frequência de 1 ventilação a cada 2 a 3 segundos, de forma assíncrona às compressões torácicas.
Não, após a instituição de uma via aérea avançada, as compressões torácicas devem ser contínuas, sem interrupções para as ventilações, que são administradas de forma assíncrona.
A epinefrina deve ser administrada o mais rápido possível na PCR pediátrica em assistolia, idealmente a cada 3 a 5 minutos, após o início das compressões e ventilações.
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