UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2023
Menino, 4 anos, é admitido no Setor de Emergência em parada cardiorrespiratória. Iniciaram-se imediatamente as manobras de reanimação cardiopulmonar com massagem cardíaca externa, assistência ventilatória e acesso venoso. Pode-se afirmar, nesta situação, que:
PCR pediátrica → mais comum por asfixia progressiva; ritmos não chocáveis (assistolia, AESP) são os mais frequentes.
A parada cardiorrespiratória em crianças é predominantemente de origem respiratória, frequentemente resultado de asfixia progressiva, ao contrário dos adultos onde a causa cardíaca é mais comum. Os ritmos não chocáveis, como assistolia e atividade elétrica sem pulso (AESP), são os mais prevalentes na PCR pediátrica.
A parada cardiorrespiratória (PCR) em crianças difere significativamente da PCR em adultos em termos de etiologia e ritmos cardíacos. Enquanto em adultos a causa primária é frequentemente cardíaca, em crianças a PCR é mais comumente o resultado final de uma asfixia progressiva, decorrente de insuficiência respiratória ou choque não tratado. Essa distinção é crucial para a abordagem inicial e as prioridades da reanimação. Os ritmos de PCR mais prevalentes em pediatria são os não chocáveis, como assistolia e atividade elétrica sem pulso (AESP). A fibrilação ventricular e a taquicardia ventricular sem pulso são menos comuns, mas quando presentes, exigem desfibrilação imediata. O manejo da PCR pediátrica enfatiza a importância de ventilação e oxigenação adequadas, além das compressões torácicas de alta qualidade. As compressões torácicas devem ser realizadas com profundidade de pelo menos um terço do diâmetro anteroposterior do tórax (aproximadamente 4 cm para lactentes e 5 cm para crianças), a uma frequência de 100-120 compressões por minuto. A proporção compressão-ventilação varia: 15:2 para dois socorristas e 30:2 para um socorrista. É vital identificar e tratar as causas reversíveis da bradicardia e da PCR, como hipoxemia, acidose, hipoglicemia e distúrbios eletrolíticos.
A principal causa de parada cardíaca em crianças é a asfixia progressiva, que pode ser decorrente de problemas respiratórios ou choque, levando a hipoxemia e acidose.
Em pediatria, os ritmos de parada cardíaca mais frequentes são os não chocáveis: assistolia e atividade elétrica sem pulso (AESP), diferentemente dos adultos onde ritmos chocáveis são mais comuns.
As compressões torácicas em crianças devem ser de ao menos 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax, com frequência de 100-120 compressões/minuto, e na proporção de 15 compressões para 2 ventilações (para 2 socorristas) ou 30:2 (para 1 socorrista).
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo