Assistolia em Pediatria: Manejo da PCR Conforme o PALS

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025

Enunciado

Escolar, 8 anos, chega ao PSI em parada cárdiorespiratória, trazido pelo SAMU já com acesso periférico. Considerando que foi identificada assistolia, deve ser usada, imediatamente,

Alternativas

  1. A) dobutamina.
  2. B) dopmina.
  3. C) atropina.
  4. D) epinefrina.

Pérola Clínica

PCR pediátrica com ritmo não chocável (Assistolia/AESP) = RCP de alta qualidade + Epinefrina 0,01 mg/kg a cada 3-5 minutos.

Resumo-Chave

Em ritmos de parada não chocáveis como a assistolia, a prioridade é a compressão torácica de alta qualidade para manter a perfusão e o uso de epinefrina. A epinefrina, por seu efeito alfa-adrenérgico, causa vasoconstrição periférica, aumentando a pressão de perfusão coronariana e cerebral durante a RCP, o que aumenta a chance de retorno da circulação espontânea.

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória (PCR) em pediatria é um evento de alta mortalidade, e seu manejo eficaz depende do reconhecimento rápido do ritmo e da aplicação correta do algoritmo do Suporte Avançado de Vida Pediátrico (PALS). Diferentemente dos adultos, a maioria das PCRs em crianças tem causa primária respiratória (hipóxia) ou distributiva (choque), evoluindo para ritmos não chocáveis como a assistolia e a Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP). Ao se identificar um ritmo de assistolia no monitor, a prioridade absoluta é a manutenção de uma RCP de alta qualidade, garantindo compressões torácicas rápidas (100-120/min) e profundas (pelo menos 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax), com retorno completo do tórax e minimizando interrupções. Simultaneamente, deve-se obter um acesso vascular (intravenoso ou intraósseo) para a administração de medicamentos. A droga fundamental no manejo da assistolia e AESP é a epinefrina (adrenalina). Sua potente ação alfa-adrenérgica provoca vasoconstrição periférica, o que desvia o fluxo sanguíneo para a circulação central, aumentando a pressão de perfusão coronariana e cerebral durante as compressões. A dose preconizada é de 0,01 mg/kg, repetida a cada 3 a 5 minutos, enquanto a PCR persistir. A busca e o tratamento de causas reversíveis (Hs e Ts) são cruciais durante todo o processo de reanimação.

Perguntas Frequentes

Quais são os ritmos de parada cardiorrespiratória em pediatria?

Os ritmos de PCR são classificados em chocáveis e não chocáveis. Os ritmos chocáveis são a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular Sem Pulso (TVSP). Os ritmos não chocáveis, mais comuns em pediatria, são a Assistolia e a Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP).

Qual a conduta imediata ao identificar assistolia em uma criança em PCR?

A conduta imediata é iniciar ou continuar a Reanimação Cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade (compressões e ventilações) e administrar epinefrina endovenosa ou intraóssea na dose de 0,01 mg/kg (0,1 mL/kg da solução 1:10.000) o mais rápido possível. A epinefrina deve ser repetida a cada 3 a 5 minutos.

Quais as principais causas reversíveis de PCR em pediatria (Hs e Ts)?

As causas reversíveis são lembradas pelo mnemônico 'Hs e Ts': Hipovolemia, Hipóxia, Hidrogênio (acidose), Hipo/Hipercalemia, Hipotermia; Tensão no tórax (pneumotórax), Tamponamento cardíaco, Toxinas, Trombose (pulmonar ou coronária).

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