FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2022
Menino de 1 ano dá entrada na sala de emergência, trazido pela equipe do SAMU, em parada cardiorrespiratória. Iniciada massagem cardíaca, ventilação e acesso vascular. A monitorização mostra assistolia. A seguir, a conduta mais adequada é:
Assistolia pediátrica → RCP contínua + Epinefrina 0,01 mg/kg IV/IO a cada 3-5 min.
Em parada cardiorrespiratória pediátrica com ritmo de assistolia, a conduta inicial após iniciar a massagem cardíaca e ventilação é a administração de epinefrina. A dose recomendada é de 0,01 mg/kg (0,1 mL/kg da solução 1:10.000) por via intravenosa ou intraóssea, repetida a cada 3 a 5 minutos.
A parada cardiorrespiratória (PCR) em crianças é um evento devastador, frequentemente precedido por insuficiência respiratória ou choque. O manejo rápido e eficaz é crucial para melhorar o prognóstico. A assistolia é um dos ritmos de PCR não chocáveis mais comuns em pediatria. Após o reconhecimento da PCR e o início imediato da reanimação cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade (compressões torácicas e ventilações), o próximo passo no algoritmo de PCR pediátrica para assistolia é a administração de epinefrina. A epinefrina é um vasopressor que aumenta a pressão de perfusão coronariana e cerebral, melhorando as chances de retorno da circulação espontânea. A dose padrão é de 0,01 mg/kg (0,1 mL/kg da solução 1:10.000) por via intravenosa (IV) ou intraóssea (IO), repetida a cada 3 a 5 minutos. É fundamental que residentes de emergência e pediatria dominem o algoritmo de PCR pediátrica, incluindo o reconhecimento dos ritmos cardíacos e a administração correta dos medicamentos. A cardioversão elétrica, por exemplo, não é indicada para assistolia, mas sim para ritmos chocáveis como a fibrilação ventricular. A rápida obtenção de um acesso vascular (preferencialmente IV ou IO) para a administração de epinefrina é um pilar da reanimação bem-sucedida.
A principal droga utilizada na assistolia pediátrica é a epinefrina. A dose recomendada é de 0,01 mg/kg (equivalente a 0,1 mL/kg da solução 1:10.000) por via intravenosa ou intraóssea, repetida a cada 3 a 5 minutos durante a reanimação.
A cardioversão elétrica é indicada na parada cardiorrespiratória pediátrica para ritmos chocáveis, como taquicardia ventricular sem pulso (TVSP) e fibrilação ventricular (FV), e não para assistolia ou atividade elétrica sem pulso (AESP).
O acesso intraósseo é crucial na emergência pediátrica quando o acesso venoso periférico é difícil ou impossível. Ele permite a administração rápida de fluidos e medicamentos, sendo uma via segura e eficaz para a reanimação.
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