PCR Pediátrica: Recomendações de Suporte Básico de Vida

ISMEP - Instituto de Saúde e Medicina de Brasília (DF) — Prova 2023

Enunciado

A parada cardiorrespiratória (PCR) é a cessação da atividade mecânica cardíaca eficaz, confirmada pela tríade inconsciência, ausência de pulso central e de respiração. Muitas vezes, na infância, ela está associada a uma condição reversível; dessa forma, o seu tratamento precoce e bem conduzido pode melhorar o prognóstico do atendimento da criança. O atendimento da PCR inicia-se com o suporte básico de vida (SBV).Quanto às recomendações de SBV em pediatria, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) O evento cardíaco primário é causa mais comum de PCR em lactentes e crianças do que por hipoxemia grave.
  2. B) Deve-se atrasar o uso de epinefrina na PCR pediátrica, com o objetivo de aguardar a resposta às compressões torácicas.
  3. C) Em lactentes até 1 ano de idade, o socorrista deve realizar as compressões torácicas com a mão espalmada em todo o tórax e com o braço estendido.
  4. D) As compressões torácicas e a ventilação devem ser sincronizadas. Em crianças, devem ser 2 compressões para 15 ventilações.
  5. E) A sequência do SBV deve ser C-A- B (compressão – via aérea – respiração) ao invés de de A-B-C (via aérea – respiração – circulação/compressão).

Pérola Clínica

PCR pediátrica → sequência SBV C-A-B para iniciar compressões rapidamente, mesmo em causas respiratórias.

Resumo-Chave

As diretrizes atuais de Suporte Básico de Vida (SBV) para PCR pediátrica priorizam a sequência C-A-B (Compressão-Via Aérea-Respiração) para iniciar as compressões torácicas o mais rápido possível, otimizando a perfusão cerebral e coronariana, mesmo que a causa primária seja respiratória na maioria dos casos pediátricos.

Contexto Educacional

A Parada Cardiorrespiratória (PCR) em pediatria é um evento crítico que, na maioria das vezes, tem uma etiologia diferente daquela observada em adultos. Enquanto nos adultos a causa primária é frequentemente cardíaca, em crianças a PCR é mais comumente secundária a hipoxemia grave, resultante de falência respiratória ou choque. O reconhecimento precoce e a intervenção eficaz são cruciais para melhorar o prognóstico, tornando o domínio do Suporte Básico de Vida (SBV) pediátrico uma habilidade indispensável para qualquer profissional de saúde. As diretrizes atuais de SBV, incluindo as da American Heart Association (AHA), enfatizam a sequência C-A-B (Compressão-Via Aérea-Respiração) tanto para adultos quanto para crianças. Essa mudança visa garantir o início mais rápido das compressões torácicas, que são fundamentais para manter a perfusão de órgãos vitais, como cérebro e coração. Embora a causa respiratória seja predominante em pediatria, o atraso nas compressões para iniciar a ventilação pode ser deletério. A relação compressão-ventilação recomendada é de 30:2 para um socorrista e 15:2 para dois socorristas em crianças. Outros pontos importantes incluem a técnica correta de compressão (profundidade e frequência adequadas), a abertura da via aérea e a ventilação eficaz. O uso de epinefrina, embora importante, não deve atrasar o início das compressões torácicas e deve ser administrado assim que o acesso for estabelecido. O treinamento contínuo e a familiaridade com essas diretrizes são vitais para residentes e estudantes, pois a agilidade e a precisão no atendimento podem fazer a diferença entre a vida e a morte de uma criança.

Perguntas Frequentes

Qual a sequência correta do SBV em PCR pediátrica?

A sequência correta do Suporte Básico de Vida (SBV) em PCR pediátrica, conforme as diretrizes atuais, é C-A-B (Compressão-Via Aérea-Respiração), priorizando o início rápido das compressões torácicas para otimizar a perfusão.

Qual a principal causa de PCR em crianças?

Diferente dos adultos, a causa mais comum de PCR em lactentes e crianças é a hipoxemia grave, geralmente decorrente de falência respiratória ou choque, e não um evento cardíaco primário. Isso reforça a importância da ventilação, mas sem atrasar as compressões.

Como devem ser as compressões torácicas em lactentes?

Em lactentes (até 1 ano), as compressões torácicas devem ser realizadas com dois dedos (para um socorrista) ou com os dois polegares e as mãos envolvendo o tórax (para dois socorristas), no centro do tórax, logo abaixo da linha mamilar, com profundidade de aproximadamente 4 cm (um terço do diâmetro anteroposterior do tórax).

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