HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2025
Pré-escolar, sexo masculino, 4 anos de idade, é admitido na emergência pediátrica em parada cardiorrespiratória. Imediatamente, iniciaram-se as manobras de Reanimação Cardiopulmonar (RCP). Durante a RCP, ainda sem pulso palpável, o paciente evolui com o traçado eletrocardiográfico a seguir: De acordo com o caso e o eletrocardiograma apresentados neste momento da RCP, a conduta imediata é:
PCR pediátrica sem pulso com FV/TV: desfibrilação elétrica imediata com 2 J/kg.
Em uma parada cardiorrespiratória pediátrica com ritmo chocável (fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso), a desfibrilação elétrica é a intervenção mais crítica e deve ser realizada imediatamente após a identificação do ritmo, com uma carga inicial de 2 J/kg.
A parada cardiorrespiratória (PCR) em crianças é uma emergência médica devastadora, frequentemente secundária a causas respiratórias ou circulatórias progressivas, diferentemente dos adultos, onde a causa primária é cardíaca. O reconhecimento precoce e a intervenção imediata são cruciais para a sobrevida e o prognóstico neurológico. A Reanimação Cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade, com compressões torácicas eficazes e ventilações adequadas, é a base do tratamento. Durante a RCP, a identificação do ritmo cardíaco é um passo fundamental. Os ritmos de PCR são classificados em chocáveis (fibrilação ventricular - FV e taquicardia ventricular sem pulso - TV sem pulso) e não chocáveis (atividade elétrica sem pulso - AESP e assistolia). No caso de ritmos chocáveis, a desfibrilação elétrica é a intervenção mais importante e deve ser realizada o mais rapidamente possível. A carga inicial recomendada para desfibrilação em crianças é de 2 Joules por quilograma (2 J/kg), com cargas subsequentes podendo ser aumentadas para 4 J/kg. Medicamentos como a epinefrina são administrados em todos os ritmos de PCR, enquanto antiarrítmicos como a amiodarona ou lidocaína podem ser considerados para ritmos chocáveis refratários após a desfibrilação e epinefrina. A cardioversão sincronizada e a adenosina são utilizadas para taquiarritmias com pulso e perfusão, não para PCR sem pulso. O manejo eficaz da PCR pediátrica exige conhecimento do algoritmo, treinamento contínuo e trabalho em equipe.
Os ritmos chocáveis na PCR pediátrica são a fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular sem pulso (TV sem pulso). Estes ritmos indicam atividade elétrica caótica ou rápida, mas sem perfusão.
A carga inicial recomendada para desfibrilação em crianças é de 2 Joules por quilograma (2 J/kg). Se a primeira tentativa falhar, as cargas subsequentes podem ser aumentadas para 4 J/kg.
A adenosina é usada para taquicardias supraventriculares (TSV) com perfusão, não em PCR. A amiodarona é um antiarrítmico que pode ser considerado após múltiplas desfibrilações e epinefrina em ritmos chocáveis refratários, mas não é a conduta imediata.
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