SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
Paciente de 7 anos de idade, é trazido ao pronto socorro por seus pais. Você verifica que ele está inconsciente e não apresenta pulso. Ao checar o desfibrilador, você verifica o ritmo abaixo: Você prontamente aplica a desfibrilação. Qual deve ser a próxima conduta:
Após desfibrilação em PCR pediátrica, reiniciar imediatamente as compressões cardíacas por 2 minutos antes de reavaliar ritmo/pulso.
Após a desfibrilação em uma parada cardiorrespiratória pediátrica, é fundamental reiniciar imediatamente as compressões cardíacas de alta qualidade por dois minutos, sem interrupção para checar pulso ou ritmo. Isso garante a perfusão miocárdica e cerebral enquanto o coração tenta se reorganizar.
A parada cardiorrespiratória (PCR) pediátrica é uma emergência médica grave, frequentemente secundária a insuficiência respiratória ou choque. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para a sobrevida e o prognóstico neurológico. Em crianças, os ritmos chocáveis, como a fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular sem pulso (TVSP), são menos comuns que a assistolia ou a atividade elétrica sem pulso (AESP), mas quando presentes, exigem desfibrilação imediata. O algoritmo de Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS) preconiza que, após a identificação de um ritmo chocável e a aplicação da desfibrilação, as compressões cardíacas de alta qualidade devem ser reiniciadas imediatamente. Esta é uma etapa crítica, pois a interrupção mínima das compressões é fundamental para manter a perfusão miocárdica e cerebral. O choque elétrico, por si só, não garante o retorno da circulação espontânea (RCE); ele apenas "reinicia" o coração, que ainda precisa de suporte circulatório para se organizar. Portanto, após a desfibrilação, as compressões cardíacas devem ser mantidas por dois minutos, seguidas de uma reavaliação do ritmo e do pulso. A administração de drogas como a epinefrina também segue essa lógica, sendo administrada durante o ciclo de compressões. A dose de desfibrilação inicial é de 2 J/kg, e as doses subsequentes podem ser aumentadas para 4 J/kg. O foco principal é minimizar as interrupções nas compressões e garantir uma ressuscitação de alta qualidade.
Após a desfibrilação, deve-se reiniciar imediatamente as compressões cardíacas de alta qualidade por dois minutos, sem interrupções para checar pulso ou ritmo.
A checagem imediata do pulso ou ritmo interrompe as compressões cardíacas, diminuindo a perfusão coronariana e cerebral e reduzindo as chances de sucesso da ressuscitação. O período de dois minutos de compressões permite a recuperação miocárdica.
A dose inicial de desfibrilação para crianças é de 2 J/kg. Se um segundo choque for necessário, a dose é aumentada para 4 J/kg.
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