HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2023
Menino de 2 anos de idade, com antecedente de cardiopatia congênita operada, está na sala de emergência devido parada cardiorrespiratória. Foram iniciadas as compressões torácicas e ventilação com ambu e máscara, mantendo pulsos ausentes. Ao ser acoplado ao monitor, verifica-se atividade elétrica com rimo lento, QRS alargado. A conduta, nesse momento, deve ser:
Em PCR pediátrica com AESP (ritmo lento, QRS alargado), a conduta inicial é epinefrina 0,01 mg/kg IV/IO.
Em um cenário de parada cardiorrespiratória pediátrica com atividade elétrica sem pulso (AESP), caracterizada por ritmo lento e QRS alargado no monitor, a administração imediata de epinefrina (adrenalina) na dose de 0,01 mg/kg por via intravenosa ou intraóssea é a conduta farmacológica prioritária para tentar restaurar a circulação espontânea.
A parada cardiorrespiratória (PCR) em pediatria difere da PCR em adultos, sendo mais frequentemente de origem respiratória ou hipóxica, evoluindo para bradicardia e, posteriormente, assistolia ou atividade elétrica sem pulso (AESP). A identificação rápida do ritmo e a intervenção adequada são cruciais para o prognóstico. No caso de AESP, como descrito na questão (ritmo lento, QRS alargado, pulsos ausentes), as compressões torácicas de alta qualidade e a ventilação são a base do suporte. A epinefrina é o medicamento de escolha para aumentar a pressão de perfusão coronariana e cerebral, sendo administrada na dose de 0,01 mg/kg IV/IO a cada 3-5 minutos. A intubação orotraqueal é importante para garantir uma via aérea definitiva, mas não é a primeira conduta farmacológica para restaurar o ritmo. A atropina é utilizada para bradicardia sintomática com pulso, não para PCR com AESP. A desfibrilação é reservada para ritmos chocáveis (FV/TV sem pulso). O reconhecimento precoce da AESP e a administração imediata de epinefrina, juntamente com a RCP de alta qualidade, são pilares fundamentais para tentar reverter a parada e melhorar as chances de sobrevida com bom desfecho neurológico.
Os ritmos de parada em pediatria são assistolia, atividade elétrica sem pulso (AESP), taquicardia ventricular sem pulso e fibrilação ventricular. Os dois primeiros são os mais comuns e não chocáveis.
A dose de epinefrina na PCR pediátrica é de 0,01 mg/kg (0,1 mL/kg da solução 1:10.000) por via intravenosa (IV) ou intraóssea (IO). Pode ser repetida a cada 3-5 minutos.
A desfibrilação é indicada apenas para ritmos chocáveis: taquicardia ventricular sem pulso e fibrilação ventricular. A dose inicial é de 2 J/kg, com aumento progressivo em choques subsequentes.
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