UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2020
Na criança, a parada respiratória e a parada cardíaca são respectivamente, e frequentemente, de origem:
Na criança, PCR é frequentemente secundária à parada respiratória, que por sua vez é de origem respiratória.
Em pediatria, a principal causa de parada cardíaca é a hipóxia e a acidose, resultantes de uma parada respiratória prolongada ou de um choque não tratado. A etiologia primariamente cardíaca é menos comum em crianças do que em adultos, onde a doença coronariana é prevalente.
A parada cardiorrespiratória (PCR) em crianças difere significativamente daquela em adultos em sua etiologia. Enquanto nos adultos a causa mais comum é a doença cardíaca primária, em pediatria, a PCR é predominantemente secundária a uma falha respiratória ou choque, que leva à hipóxia e acidose progressivas, culminando em bradicardia e, finalmente, assistolia. Compreender essa diferença é fundamental para o manejo eficaz e para a prevenção da PCR pediátrica. A fisiopatologia envolve a progressão da insuficiência respiratória ou do choque para um estado de hipóxia e acidose metabólica severas. Essas condições deprimem a função miocárdica, levando à bradicardia e, se não corrigidas, à parada cardíaca. O reconhecimento precoce dos sinais de desconforto respiratório ou choque é crucial para intervir antes que a situação evolua para a PCR. A avaliação rápida da via aérea, respiração e circulação (ABC) é a base do atendimento. O tratamento da PCR pediátrica foca na correção da causa subjacente, principalmente a hipóxia e a acidose. Isso envolve a garantia de uma via aérea pérvia, ventilação e oxigenação adequadas, e suporte circulatório com fluidos e, se necessário, vasopressores. A ressuscitação cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade e o uso de desfibrilação, quando indicada, são pilares do tratamento. O prognóstico está diretamente relacionado à rapidez e eficácia das intervenções iniciais.
Sinais de alerta incluem taquipneia, bradipneia, esforço respiratório aumentado (tiragens, batimento de asa de nariz), cianose, alteração do nível de consciência e sons respiratórios anormais (estridor, sibilos).
Em crianças, o sistema cardiovascular é geralmente saudável. A parada cardíaca ocorre mais por falha respiratória prolongada, levando à hipóxia e acidose severas, que deprimem a função miocárdica e resultam em bradicardia e, posteriormente, assistolia.
A conduta inicial foca em abrir as vias aéreas, garantir ventilação adequada com oxigênio suplementar e, se necessário, iniciar ventilação com pressão positiva. A rápida reversão da hipóxia é crucial para prevenir a progressão para parada cardíaca.
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