UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Um adolescente de 14 anos desmaia durante uma atividade esportiva em um parque. Ao chegar ao local, você encontra o jovem inconsciente, sem pulso palpável e com respiração agônica. O monitoramento cardíaco, realizado com um desfibrilador externo automático (DEA) disponível no local, revela ritmo chocável. Assinale a alternativa que apresenta a abordagem inicial correta.
Em PCR com ritmo chocável (FV/TVSP), o choque é prioritário, seguido imediatamente por RCP de alta qualidade.
Em um cenário de PCR com ritmo chocável detectado pelo DEA (fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso), a desfibrilação é a intervenção mais crítica e deve ser realizada imediatamente. Após o choque, as compressões torácicas devem ser reiniciadas sem demora para minimizar a interrupção do fluxo sanguíneo cerebral e coronariano.
A parada cardiorrespiratória (PCR) em adolescentes, especialmente durante atividades esportivas, frequentemente tem etiologia cardíaca primária, como cardiomiopatias ou canalopatias, que podem levar a ritmos chocáveis como fibrilação ventricular (FV) ou taquicardia ventricular sem pulso (TVSP). O reconhecimento rápido e a intervenção imediata são cruciais para a sobrevida e o prognóstico neurológico. O desfibrilador externo automático (DEA) é um dispositivo vital que permite a identificação de ritmos chocáveis e a aplicação de terapia elétrica. Em caso de PCR com ritmo chocável, a desfibrilação precoce é a intervenção mais eficaz. As diretrizes atuais enfatizam a importância de minimizar as interrupções nas compressões torácicas, mas o choque deve ser administrado assim que o ritmo chocável for identificado. Após a desfibrilação, as manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade (compressões torácicas e ventilações) devem ser reiniciadas imediatamente por dois minutos antes de uma nova checagem de ritmo. A administração de epinefrina é indicada após o primeiro ou segundo choque, dependendo do algoritmo, e não antes do primeiro choque em ritmos chocáveis.
Os ritmos chocáveis na parada cardiorrespiratória são a fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular sem pulso (TVSP). Ambos são caracterizados por atividade elétrica caótica ou rápida no coração, que impede o bombeamento eficaz de sangue.
Ao identificar um ritmo chocável com o DEA, a sequência correta é: aplicar o choque imediatamente, seguido pela reinício imediato das compressões torácicas de alta qualidade, sem interrupção, por dois minutos antes de uma nova checagem de ritmo.
A desfibrilação é prioritária em ritmos chocáveis porque é a única intervenção capaz de reverter a fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso, restaurando um ritmo cardíaco organizado e perfusão. O atraso no choque diminui drasticamente as chances de sobrevida.
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