AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2024
Em relação à Parada Cardiorrespiratória (PCR) na faixa etária pediátrica, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.( ) As causas cardiológicas primárias são as que mais comumente levam à PCR em crianças. ( ) As vias de acesso preferenciais para a administração de medicamentos são as vias endovenosa e intraóssea. ( ) A epinefrina é a droga padrão a ser utilizada. ( ) Controle da hipertermia e hipoxemia são medidas importantes no tratamento pós-ressuscitação. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
PCR pediátrica: causas respiratórias/choque > cardíacas; EV/IO preferenciais; epinefrina padrão; pós-PCR: evitar hipertermia/hipoxemia.
Na faixa etária pediátrica, as causas mais comuns de Parada Cardiorrespiratória (PCR) são de origem respiratória ou choque, e não primariamente cardíacas. As vias de acesso preferenciais para administração de medicamentos durante a PCR são a endovenosa e a intraóssea. A epinefrina é a droga padrão. No pós-ressuscitação, o controle da temperatura (evitar hipertermia) e a otimização da oxigenação (evitar hipoxemia) são medidas cruciais para melhorar o prognóstico neurológico.
A Parada Cardiorrespiratória (PCR) em crianças difere significativamente da PCR em adultos em termos de etiologia e fisiopatologia. Enquanto em adultos a PCR é predominantemente de origem cardíaca primária, em pediatria, a maioria dos eventos é secundária a insuficiência respiratória ou choque progressivo, que levam à hipoxemia e acidose, resultando em bradicardia e, finalmente, assistolia. Reconhecer essa diferença é fundamental para a prevenção e o manejo eficaz. Durante a PCR pediátrica, a prioridade é o suporte básico de vida (compressões torácicas e ventilações) e o acesso vascular rápido para administração de medicamentos. As vias endovenosa (EV) e intraóssea (IO) são as preferenciais, com a via IO sendo crucial quando o acesso EV é difícil. A epinefrina é a droga padrão, utilizada por seus efeitos alfa-adrenérgicos que aumentam a pressão de perfusão coronariana e cerebral. Outras drogas podem ser usadas conforme a etiologia e o ritmo cardíaco. Os cuidados pós-ressuscitação são tão críticos quanto a ressuscitação em si para determinar o desfecho neurológico. Medidas importantes incluem a otimização da oxigenação e ventilação para evitar hipoxemia e hipercapnia, o controle hemodinâmico para manter a perfusão cerebral e sistêmica, e o manejo da temperatura, evitando tanto a hipertermia quanto a hipotermia excessiva. O controle da hipertermia é particularmente importante, pois pode agravar a lesão cerebral pós-isquêmica.
As causas mais comuns de PCR em crianças são de origem respiratória (insuficiência respiratória grave) e choque (hipovolêmico, séptico, cardiogênico), que levam à hipóxia e bradicardia progressiva, culminando em parada cardíaca.
O acesso intraósseo (IO) é uma via de acesso vascular rápida e eficaz para a administração de fluidos e medicamentos durante a PCR pediátrica, especialmente quando o acesso endovenoso (EV) é difícil de obter, sendo uma via preferencial.
Após a ressuscitação, os cuidados incluem otimização da oxigenação e ventilação, manutenção da perfusão e pressão arterial adequadas, controle da temperatura (evitar hipertermia), manejo de convulsões e monitoramento neurológico para otimizar o prognóstico.
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