SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Criança de 10 anos portadora de cardiopatia congênita corrigida (comunicação interventricular) vem para serviço de urgência com queixa de dispneia. Havia perdido seguimento ambulatorial e estava sem uso de medicação ou avaliação médica há aproximadamente 3 anos. Durante sua avaliação, a criança foi apresentando deterioração clínica progressiva, evoluindo com perda da consciência e monitor evidenciando linha reta (assistolia). Você se encontra sozinho na sala vermelha no momento. Qual a sua conduta inicial diante do quadro clínico em questão?
PCR pediátrica: priorizar segurança, pedir ajuda, avaliar pulso/respiração e iniciar compressões imediatamente.
Em uma PCR pediátrica, especialmente quando sozinho, a prioridade é garantir a segurança, pedir ajuda e iniciar as compressões cardíacas o mais rápido possível após a avaliação inicial de pulso e respiração. A checagem de cabos e derivações é importante, mas não deve atrasar o início das manobras de reanimação.
A Parada Cardiorrespiratória (PCR) pediátrica é uma emergência médica grave, frequentemente de etiologia respiratória ou choque, diferentemente dos adultos onde a causa cardíaca primária é mais comum. O reconhecimento precoce e a intervenção imediata são cruciais para melhorar o prognóstico. A presença de cardiopatia congênita, mesmo corrigida, aumenta o risco de eventos cardiovasculares. A abordagem inicial em uma PCR pediátrica segue os princípios do Suporte Básico de Vida (BLS) e Suporte Avançado de Vida Pediátrico (PALS). A prioridade é garantir a segurança do socorrista e do paciente, pedir ajuda, e iniciar as compressões torácicas de alta qualidade o mais rápido possível, após a avaliação de pulso e respiração. A assistolia é um ritmo não chocável, e o foco é nas compressões e administração de adrenalina. Para residentes, é fundamental dominar o algoritmo de PCR pediátrica, incluindo as doses de medicamentos e a sequência de ações. A prática regular de cenários de reanimação ajuda a desenvolver a coordenação e a tomada de decisão sob pressão, garantindo que a equipe atue de forma eficaz e minimizando o tempo de interrupção das compressões.
Os primeiros passos são garantir a segurança do local, pedir ajuda imediatamente e iniciar a avaliação de pulso e respiração. Se ausentes, iniciar compressões cardíacas de alta qualidade.
Para um socorrista, a proporção é 30 compressões para 2 ventilações. Para dois ou mais socorristas, a proporção é 15 compressões para 2 ventilações.
O desfibrilador deve ser usado se o ritmo for chocável (fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso). Em assistolia, a desfibrilação não é indicada, e o foco é nas compressões e adrenalina.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo