Adrenalina na PCR Pediátrica: Mecanismo e Uso Correto

IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2021

Enunciado

As paradas cardíacas súbitas em crianças, com causa cardíaca primária, são raras. Em relação à reanimação cardiorrespiratória, é INCORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) A parada cárdica na criança é mais frequentemente secundária a insuficiência respiratória ou choque.
  2. B) Trauma grave, afogamento, choque elétrico estão entre as principais causas de parada na criança no pré-hospitalar.
  3. C) A intubação na parada está indicada nos casos refratários ou se existir dificuldade em manter ventilação adequada com bolsa e máscara.
  4. D) A adrenalina continua sendo a droga mais utilizada durante a parada. Possui um efeito de vasodilatação periférica com melhor sustentação da pressão arterial. 

Pérola Clínica

Adrenalina na PCR pediátrica causa VASOCONSTRIÇÃO periférica, NÃO vasodilatação, para ↑ pressão arterial e perfusão coronariana.

Resumo-Chave

A adrenalina é um vasopressor potente, atuando principalmente como agonista alfa-1 adrenérgico, o que resulta em vasoconstrição periférica. Este efeito é crucial durante a PCR para aumentar a pressão de perfusão coronariana e cerebral, melhorando as chances de retorno da circulação espontânea, e não por vasodilatação.

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória (PCR) em crianças difere significativamente da PCR em adultos, sendo mais frequentemente de origem respiratória ou por choque, e não primariamente cardíaca. Causas comuns incluem insuficiência respiratória grave, choque hipovolêmico ou séptico, trauma grave, afogamento e choque elétrico. O reconhecimento precoce e a intervenção rápida são cruciais para o prognóstico. Durante a reanimação cardiopulmonar (RCP) pediátrica, a adrenalina é a droga vasopressora mais utilizada. Seu principal mecanismo de ação é a vasoconstrição periférica, mediada por receptores alfa-adrenérgicos, que aumenta a pressão arterial e, consequentemente, a pressão de perfusão coronariana e cerebral. Este efeito é vital para otimizar o fluxo sanguíneo para órgãos vitais durante a PCR. É fundamental que residentes compreendam que a adrenalina não causa vasodilatação periférica. A intubação endotraqueal é uma medida importante, mas não é a primeira intervenção em todos os casos, sendo reservada para situações onde a ventilação com bolsa-máscara é inadequada ou para proteção de vias aéreas. O domínio desses conceitos é essencial para um manejo eficaz da PCR pediátrica.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de parada cardíaca em crianças?

Em crianças, a parada cardíaca é mais frequentemente secundária a insuficiência respiratória grave ou choque, diferentemente dos adultos onde a causa primária cardíaca é mais comum. Trauma grave, afogamento e choque elétrico também são causas importantes.

Qual o mecanismo de ação da adrenalina na reanimação?

A adrenalina age como um agonista alfa-adrenérgico, causando vasoconstrição periférica que aumenta a pressão arterial e a pressão de perfusão coronariana e cerebral. Também possui efeitos beta-adrenérgicos, aumentando a contratilidade miocárdica e a frequência cardíaca.

Quando a intubação é indicada durante a PCR pediátrica?

A intubação endotraqueal na PCR pediátrica é indicada em casos refratários, quando há dificuldade em manter ventilação adequada com bolsa-máscara, ou para proteger as vias aéreas de aspiração e garantir ventilação eficaz.

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