ENARE/ENAMED — Prova 2021
Sobre as causas de parada cardiorrespiratória (PCR) na faixa etária pediátrica, assinale a alternativa correta.
PCR pediátrica → geralmente hipóxica, ritmos mais comuns = bradicardia e assistolia.
Diferente dos adultos, a PCR pediátrica é predominantemente de origem respiratória ou choque, evoluindo para bradicardia e assistolia como ritmos mais comuns, e raramente se inicia com arritmias ventriculares como fibrilação ventricular.
A parada cardiorrespiratória (PCR) na faixa etária pediátrica difere significativamente da PCR em adultos em termos de etiologia e ritmos cardíacos iniciais. Enquanto nos adultos a causa mais comum é a doença cardíaca isquêmica, levando frequentemente à fibrilação ventricular, nas crianças a PCR é predominantemente secundária a insuficiência respiratória ou choque, que culminam em hipóxia e disfunção miocárdica progressiva. Essa progressão leva a uma bradicardia grave, que é o ritmo de parada mais comum, e que, se não revertida, evolui para assistolia. A fibrilação ventricular é um ritmo muito menos frequente em crianças, ocorrendo em uma minoria dos casos, geralmente associada a cardiopatias congênitas ou canalopatias. Portanto, a abordagem inicial da PCR pediátrica deve focar primariamente na ventilação e oxigenação adequadas, além das compressões torácicas de alta qualidade. Compreender essas diferenças é crucial para o manejo eficaz da PCR pediátrica. O reconhecimento precoce da insuficiência respiratória e do choque, e a intervenção rápida para prevenir a progressão para PCR, são os pilares para melhorar os desfechos em crianças.
As principais causas são hipóxia e choque, geralmente secundárias a insuficiência respiratória grave, choque hipovolêmico, séptico ou cardiogênico, e trauma.
Os ritmos mais frequentes são a bradicardia grave que progride para assistolia. A fibrilação ventricular é rara, ocorrendo em uma minoria dos casos, principalmente em PCR intra-hospitalar.
A PCR pediátrica é mais frequentemente de origem respiratória ou por choque, resultando em bradicardia e assistolia, enquanto a PCR em adultos é mais comumente de origem cardíaca e se apresenta inicialmente como fibrilação ventricular.
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