HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025
Criança de 1 ano, vítima de acidente por submersão, é admitida na sala de emergência inconsciente, em apneia e sem pulso central. É iniciada a massagem cardíaca imediatamente, colocado coxim sob o ombro, feita aspiração de vias aéreas superiores e fornecidas ventilação com bolsa-valva e máscara. A monitorização cardíaca mostra o seguinte (eletrocardiograma). Qual é a conduta indicada?
PCR pediátrica + ritmo chocável (FV/TVSP) → Desfibrilação 2J/kg.
Em uma parada cardiorrespiratória pediátrica, a identificação do ritmo cardíaco é crucial. Se o ritmo for chocável (fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso), a desfibrilação precoce é a intervenção mais eficaz, com dose inicial de 2 J/kg.
A parada cardiorrespiratória (PCR) pediátrica é uma emergência médica grave, frequentemente secundária a causas respiratórias ou circulatórias, como o acidente por submersão. A identificação e o manejo rápidos são cruciais para a sobrevida e o prognóstico neurológico. A incidência de ritmos chocáveis (fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso) é menor em crianças do que em adultos, mas quando presentes, exigem intervenção imediata. No contexto de uma PCR pediátrica, após o início das manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP), a monitorização cardíaca é fundamental para identificar o ritmo. Se o eletrocardiograma (ECG) revelar um ritmo chocável, a desfibrilação é a conduta prioritária. A energia inicial recomendada é de 2 Joules por quilograma (2 J/kg), com aumento para 4 J/kg nas tentativas subsequentes, se necessário. O prognóstico da PCR em crianças, especialmente após submersão, é reservado e depende diretamente da duração da hipóxia e da rapidez do início da RCP e da desfibrilação, se indicada. O Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS) enfatiza a importância de um algoritmo claro e da atuação em equipe para otimizar os resultados. A administração de drogas antiarrítmicas como amiodarona ou lidocaína é considerada após a falha de múltiplas tentativas de desfibrilação.
Os ritmos chocáveis na parada cardiorrespiratória pediátrica são a fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular sem pulso (TVSP). Ambos requerem desfibrilação imediata.
A dose inicial recomendada para desfibrilação em crianças é de 2 Joules por quilograma (2 J/kg). Doses subsequentes podem ser aumentadas para 4 J/kg.
A desfibrilação é usada em ritmos sem pulso (FV/TVSP) e entrega um choque não sincronizado. A cardioversão sincronizada é para taquiarritmias com pulso e instabilidade hemodinâmica, entregando o choque no complexo QRS.
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