SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Em relação à parada cardiorrespiratória, no paciente pediátrico é CORRETO afirmar que:
PCR pediátrica raramente é súbita; geralmente precede por insuficiência respiratória ou choque.
Diferente dos adultos, onde a PCR é frequentemente de origem cardíaca e súbita, em crianças, a PCR é predominantemente secundária a insuficiência respiratória ou choque. Isso significa que a maioria das PCRs pediátricas é precedida por um período de deterioração clínica, oferecendo uma janela de oportunidade para intervenção e prevenção da parada.
A Parada Cardiorrespiratória (PCR) em pacientes pediátricos difere significativamente da PCR em adultos em sua etiologia e curso. Enquanto nos adultos a PCR é frequentemente de origem cardíaca e súbita, em crianças, ela é predominantemente secundária a insuficiência respiratória ou choque, resultando em hipóxia e bradicardia progressiva que culminam na parada. Essa diferença é crucial para o manejo e a prevenção. A fisiopatologia da PCR pediátrica geralmente envolve uma cascata de eventos: um insulto inicial (como infecção grave, trauma, asma) leva a insuficiência respiratória ou choque, que, se não tratado, progride para hipóxia e acidose. Isso resulta em bradicardia e, eventualmente, assistolia. Arritmias ventriculares são raras como causa primária em crianças. A identificação precoce dos sinais de deterioração (taquipneia, taquicardia, alteração do nível de consciência, má perfusão) é vital. O prognóstico da PCR pediátrica é geralmente pior do que em adultos, com taxas de sobrevida mais baixas, especialmente se a parada for prolongada ou se o ritmo inicial for assistolia. A prevenção, através do reconhecimento e tratamento agressivo da insuficiência respiratória e do choque, é a melhor estratégia para melhorar os resultados. O suporte básico e avançado de vida pediátrico enfatiza a importância da ventilação e oxigenação adequadas, além das compressões torácicas de alta qualidade.
As principais causas são hipóxia e choque, geralmente secundários a insuficiência respiratória (ex: asma grave, pneumonia) ou choque (ex: séptico, hipovolêmico), e menos frequentemente, causas cardíacas primárias.
Em crianças, a PCR é geralmente o estágio final de uma progressão de insuficiência respiratória ou choque não tratado, o que significa que há um período de deterioração clínica que precede a parada, oferecendo uma chance de intervenção.
A checagem do pulso é crucial para determinar a presença de circulação. Em crianças, o pulso braquial (lactentes) ou carotídeo/femoral (crianças maiores) deve ser checado por não mais que 10 segundos para evitar atrasos no início das compressões.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo