UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Menino, 2 anos, foi levado ao setor de emergência com história de diarreia e vômitos há 2 dias. Exame físico: desidratação grave; diminuição do nível de consciência e pulsos finos. Foram realizadas inúmeras tentativas de acesso venoso periférico sem sucesso. Após 30 minutos da admissão, evoluiu com perda súbita da consciência, sem pulso e sem respiração. Iniciou-se manobras de reanimação cardiorrespiratória. Com posicionamento das pás do desfibrilador, observou-se o ritmo cardíaco:Pode-se afirmar que, de acordo com as recomendações do suporte avançado de vida em pediatria (PALS), a sequência do atendimento agora será:
PCR pediátrica com ritmo chocável (FV/TVSP) → Desfibrilação (2J/kg) imediata, seguida de RCP e acesso intraósseo para drogas.
Em PCR pediátrica com ritmo chocável (FV ou TV sem pulso), a desfibrilação é a intervenção mais crítica e deve ser realizada imediatamente. Após o choque, a RCP deve ser retomada por 2 minutos antes de reavaliar o ritmo, e o acesso intraósseo é a via preferencial para drogas se o acesso venoso for difícil.
A parada cardiorrespiratória (PCR) pediátrica é um evento devastador, frequentemente secundário a insuficiência respiratória ou choque, e menos comumente de origem cardíaca primária. O reconhecimento rápido e a intervenção eficaz são cruciais para a sobrevida e o prognóstico neurológico. As diretrizes do PALS (Pediatric Advanced Life Support) fornecem um algoritmo estruturado para o manejo. A fisiopatologia da PCR pediátrica muitas vezes envolve hipóxia e isquemia progressivas, levando à disfunção miocárdica. A identificação de ritmos chocáveis (FV e TVSP) é vital, pois a desfibrilação é a única intervenção capaz de reverter esses ritmos. A desfibrilação precoce restaura a atividade elétrica organizada do coração. O manejo inclui compressões torácicas de alta qualidade, ventilação, e identificação e tratamento de causas reversíveis. Em ritmos chocáveis, a desfibrilação é a prioridade, seguida de RCP e administração de drogas como adrenalina via acesso intraósseo, se necessário. A sequência correta e a rapidez das intervenções são determinantes para o desfecho.
Os ritmos chocáveis na parada cardiorrespiratória pediátrica são a fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular sem pulso (TVSP). Ambos requerem desfibrilação imediata.
A dose inicial de desfibrilação para ritmos chocáveis em crianças é de 2 Joules/kg. Se o primeiro choque não for bem-sucedido, as doses subsequentes podem ser aumentadas.
O acesso intraósseo é indicado na PCR pediátrica quando o acesso venoso periférico não pode ser obtido rapidamente (em 30-60 segundos) ou após duas tentativas falhas, sendo a via preferencial para administração de fluidos e medicações.
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