Manejo da Parada Cardiorrespiratória em Pediatria

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2026

Enunciado

Escolar, sexo masculino, com 7 anos é rapidamente levado ao pronto-socorro após ser encontrado inconsciente na piscina de casa. Familiares informam que ele foi observado submerso por cerca de 5 minutos até ser resgatado, com coloração pálida e ausência de movimento respiratório espontâneo. No local, a equipe de socorristas iniciou as compressões torácicas e a ventilação assistida com ambu. Ao chegar ao hospital, em um trajeto de cerca de 5 minutos, o paciente permanece em parada cardiorrespiratória (PCR). A equipe de atendimento inicia imediatamente o protocolo de ressuscitação, enquanto prepara os medicamentos e os dispositivos necessários para o manejo avançado. Com base nas recomendações mais atuais sobre o manejo da parada cardiorrespiratória em pediatria, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A realização de manobras de reanimação em casos de afogamento deve ser desestimulada por mais de 10 minutos após identificação da parada cardiorrespiratória, pelo maior risco de dano neurológico.
  2. B) Durante a ressuscitação, a frequência de compressões torácicas deve ser de, pelo menos, 120 por minuto para maximizar o retorno da circulação espontânea e a perfusão coronariana.
  3. C) Sugere-se que a intubação orotraqueal dessa criança seja realizada através da sequência rápida de intubação, para que as pré-medicações amplifiquem a proteção neurológica e evitem eventos complicadores do procedimento.
  4. D) Após a monitorização dessa criança, a administração de epinefrina deverá ser o mais precoce possível se for identificado o ritmo de atividade elétrica sem pulso.
  5. E) A cânula de escolha para realização da intubação orotraqueal nessa criança será, idealmente, sem balonete (cuff), cuja inserção deverá ser facilitada com a realização de pressão cricoide que evita regurgitação da criança.

Pérola Clínica

PCR Pediátrica (AESP/Assistolia) → Epinefrina o mais precoce possível (idealmente < 5 min).

Resumo-Chave

Em ritmos não chocáveis na pediatria, a administração rápida de adrenalina é o fator mais crítico para o retorno da circulação espontânea e melhor prognóstico neurológico.

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória em pediatria é frequentemente de origem respiratória (como no afogamento), levando a ritmos não chocáveis (assistolia ou AESP). O protocolo PALS enfatiza a importância da epinefrina precoce nestes casos. A reanimação em afogamentos deve ser prolongada, especialmente em casos de hipotermia, devido ao potencial de recuperação neurológica superior ao de paradas cardíacas primárias.

Perguntas Frequentes

Qual a prioridade na PCR pediátrica com ritmo não chocável?

A prioridade absoluta, além de compressões de alta qualidade e ventilação, é a administração de epinefrina o mais rápido possível. Estudos mostram que cada minuto de atraso na primeira dose de adrenalina reduz significativamente as chances de sobrevivência e recuperação neurológica.

Como deve ser a frequência de compressões na PCR pediátrica?

A frequência recomendada é de 100 a 120 compressões por minuto, garantindo o retorno total do tórax após cada compressão e minimizando interrupções. Frequências acima de 120/min podem prejudicar o enchimento cardíaco e a perfusão coronariana.

Qual o papel da via aérea avançada na reanimação inicial?

Embora importante, a via aérea avançada não deve retardar as compressões ou a administração de drogas. Em pediatria, a ventilação com bolsa-valva-máscara é frequentemente eficaz inicialmente. Se optar por intubação, o uso de cânulas com balonete (cuffed) é atualmente preferido para garantir melhor volume corrente.

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