HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2026
Escolar, sexo masculino, com 7 anos é rapidamente levado ao pronto-socorro após ser encontrado inconsciente na piscina de casa. Familiares informam que ele foi observado submerso por cerca de 5 minutos até ser resgatado, com coloração pálida e ausência de movimento respiratório espontâneo. No local, a equipe de socorristas iniciou as compressões torácicas e a ventilação assistida com ambu. Ao chegar ao hospital, em um trajeto de cerca de 5 minutos, o paciente permanece em parada cardiorrespiratória (PCR). A equipe de atendimento inicia imediatamente o protocolo de ressuscitação, enquanto prepara os medicamentos e os dispositivos necessários para o manejo avançado. Com base nas recomendações mais atuais sobre o manejo da parada cardiorrespiratória em pediatria, assinale a alternativa correta.
PCR Pediátrica (AESP/Assistolia) → Epinefrina o mais precoce possível (idealmente < 5 min).
Em ritmos não chocáveis na pediatria, a administração rápida de adrenalina é o fator mais crítico para o retorno da circulação espontânea e melhor prognóstico neurológico.
A parada cardiorrespiratória em pediatria é frequentemente de origem respiratória (como no afogamento), levando a ritmos não chocáveis (assistolia ou AESP). O protocolo PALS enfatiza a importância da epinefrina precoce nestes casos. A reanimação em afogamentos deve ser prolongada, especialmente em casos de hipotermia, devido ao potencial de recuperação neurológica superior ao de paradas cardíacas primárias.
A prioridade absoluta, além de compressões de alta qualidade e ventilação, é a administração de epinefrina o mais rápido possível. Estudos mostram que cada minuto de atraso na primeira dose de adrenalina reduz significativamente as chances de sobrevivência e recuperação neurológica.
A frequência recomendada é de 100 a 120 compressões por minuto, garantindo o retorno total do tórax após cada compressão e minimizando interrupções. Frequências acima de 120/min podem prejudicar o enchimento cardíaco e a perfusão coronariana.
Embora importante, a via aérea avançada não deve retardar as compressões ou a administração de drogas. Em pediatria, a ventilação com bolsa-valva-máscara é frequentemente eficaz inicialmente. Se optar por intubação, o uso de cânulas com balonete (cuffed) é atualmente preferido para garantir melhor volume corrente.
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