UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2015
Na parada cardiorrespiratória em pediatria, o ritmo frequentemente encontrado é:
PCR pediátrica: assistolia é o ritmo mais comum, geralmente por hipóxia/choque.
Em pediatria, a parada cardiorrespiratória (PCR) é mais frequentemente de origem respiratória ou por choque, levando à bradicardia progressiva e, finalmente, à assistolia. Diferente dos adultos, a fibrilação ventricular é menos comum como ritmo inicial.
A Parada Cardiorrespiratória (PCR) em pediatria difere significativamente da PCR em adultos em termos de etiologia e ritmos cardíacos iniciais. Enquanto em adultos a PCR é predominantemente de origem cardíaca e frequentemente se manifesta como fibrilação ventricular (FV), em crianças, a PCR é mais comumente secundária a insuficiência respiratória ou choque, que levam a uma hipóxia e acidose progressivas. Essa fisiopatologia resulta em bradicardia que se agrava até a assistolia, tornando-a o ritmo mais frequentemente encontrado na PCR pediátrica. A compreensão da fisiopatologia da PCR pediátrica é crucial para o manejo adequado. A hipóxia e a acidose levam a uma disfunção miocárdica progressiva, culminando na perda da atividade elétrica organizada do coração. Portanto, a identificação precoce e o tratamento das causas subjacentes da insuficiência respiratória ou do choque são vitais para prevenir a progressão para a PCR. Os sinais de alerta incluem taquipneia, bradicardia, alteração do nível de consciência e má perfusão periférica. O tratamento da PCR pediátrica segue o algoritmo de Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS), com ênfase nas compressões torácicas de alta qualidade e ventilações. Dada a prevalência da assistolia, a desfibrilação é menos frequentemente indicada inicialmente. O prognóstico da PCR pediátrica é geralmente pior do que em adultos, e a rápida intervenção é fundamental para melhorar as chances de sobrevivência e minimizar sequelas neurológicas. Pontos de atenção incluem a correção das causas reversíveis (Hs e Ts) e a administração de epinefrina.
O ritmo cardíaco mais comum na Parada Cardiorrespiratória Pediátrica é a assistolia, seguida pela atividade elétrica sem pulso (AESP).
A assistolia é mais comum em crianças porque a PCR pediátrica frequentemente resulta de causas respiratórias ou choque, levando a uma hipóxia e acidose progressivas que culminam em bradicardia e, subsequentemente, assistolia.
As principais causas de PCR em crianças são hipóxia (insuficiência respiratória), choque (hipovolêmico, séptico, cardiogênico) e bradiarritmias graves, que progridem para assistolia se não tratadas.
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