UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Homem, 63a, procura o Pronto Socorro queixando-se de dor no peito em aperto com irradiação para face medial de ambos os braços, sudorese e cansaço. No eletrocardiograma de entrada foi detectado supradesnivelamento do segmento ST em derivações anterolaterais. Após abordagem inicial o monitor mostrou o traçado a seguir: A CONDUTA IMEDIATA É:
Após identificar arritmia grave no monitor, a conduta IMEDIATA é checar pulso para diferenciar PCR de taquiarritmia com pulso.
Em um paciente com alteração súbita do ritmo cardíaco no monitor, especialmente após um quadro de síndrome coronariana aguda, a primeira e mais crítica etapa é checar o pulso. Isso diferencia uma taquiarritmia com pulso (que requer cardioversão sincronizada) de uma parada cardiorrespiratória (TV sem pulso ou FV, que requer desfibrilação).
A abordagem de um paciente com dor torácica e supradesnivelamento do segmento ST indica uma Síndrome Coronariana Aguda (SCA) com elevação do ST, uma emergência cardiológica que pode evoluir rapidamente para arritmias graves e Parada Cardiorrespiratória (PCR). O monitoramento contínuo é essencial para identificar essas complicações. A capacidade de reconhecer e agir prontamente diante de uma arritmia no monitor é uma habilidade crítica para qualquer profissional de saúde. Quando o monitor exibe um traçado de arritmia potencialmente letal (como Taquicardia Ventricular ou Fibrilação Ventricular), a conduta imediata e mais importante é checar o pulso do paciente. Esta etapa é fundamental para diferenciar uma taquiarritmia com pulso (que requer cardioversão elétrica sincronizada) de uma PCR por TV sem pulso ou Fibrilação Ventricular (que requer desfibrilação imediata). A ausência de pulso define a PCR e exige o início imediato das manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) e desfibrilação. Para residentes e estudantes, a memorização e a prática do algoritmo de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS) são indispensáveis. A sequência 'verificar o monitor → checar pulso → iniciar RCP/desfibrilar ou cardioverter' é um pilar da emergência cardiológica. Erros nessa sequência podem atrasar o tratamento correto e comprometer o prognóstico do paciente. A agilidade e a precisão na avaliação são cruciais para salvar vidas em situações de PCR.
A primeira ação é sempre checar o pulso do paciente para determinar se há parada cardiorrespiratória ou se a arritmia é com pulso, antes de qualquer intervenção.
Checar o pulso diferencia uma taquicardia ventricular sem pulso/fibrilação ventricular (que requer desfibrilação) de uma taquicardia com pulso (que requer cardioversão sincronizada), evitando condutas inadequadas e potencialmente perigosas.
Os ritmos de parada cardiorrespiratória chocáveis são a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular sem pulso (TV sem pulso), que exigem desfibrilação imediata.
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