HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2024
O time de resposta rápida de um hospital universitário foi acionado para atender um homem de 58 anos de idade, que foi levado para a sala de emergência após ser encontrado caído no banheiro do ambulatório. Ao iniciar a avaliação, a equipe constata que o paciente não está consciente e não apresenta pulso ou respiração, sendo iniciada a RCP. Após a verificação inicial de ritmo, foi observada a presença de uma fibrilação ventricular. Realizada a desfibrilação com carga de 200 J seguida de retorno imediato da RCP, mantendo-se uma relação de 30 compressões para 2 ventilações com dispositivo bolsa-válvula-máscara (AMBÚ), com boa elevação visível do tórax durante estas. Em seguida, foram instalados os eletrodos para monitorização eletrocardiográfica contínua do paciente e foi obtido acesso venoso periférico. Entre as condutas abaixo, a que deve ser obrigatoriamente realizada antes do término do ciclo atual de dois minutos de RCP e antes da próxima verificação de ritmo é:
Após desfibrilação em FV, iniciar RCP imediatamente por 2 min, monitorando qualidade antes da próxima checagem de ritmo.
Em uma parada cardiorrespiratória por fibrilação ventricular, após a desfibrilação, a RCP deve ser reiniciada imediatamente por 2 minutos, e a qualidade das compressões e ventilações deve ser monitorada continuamente.
A parada cardiorrespiratória (PCR) por fibrilação ventricular (FV) é uma emergência médica que exige intervenção rápida e coordenada. O algoritmo de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS) preconiza a desfibrilação imediata como a principal intervenção para ritmos chocáveis, como a FV. Após a desfibrilação, independentemente do resultado, a reanimação cardiopulmonar (RCP) deve ser reiniciada imediatamente por um período de dois minutos, sem verificar o pulso ou o ritmo. Durante este ciclo de RCP, a qualidade das compressões torácicas é um fator determinante para o sucesso da reanimação. O "coach de RCP" ou um membro da equipe deve monitorar continuamente a profundidade (5-6 cm), frequência (100-120 compressões por minuto) e o retorno completo do tórax após cada compressão, além de minimizar as interrupções. A relação compressão-ventilação deve ser de 30:2 quando não há via aérea avançada. Outras condutas, como a obtenção de via aérea avançada e a administração de medicamentos como a epinefrina, devem ser realizadas durante os ciclos de RCP, minimizando as interrupções nas compressões. A epinefrina é administrada após a segunda desfibrilação, se a FV persistir. A pesquisa de causas reversíveis (os "Hs e Ts") também é fundamental, mas não deve atrasar as compressões e desfibrilações. Para residentes, dominar a sequência e a prioridade das ações na PCR é vital para salvar vidas.
A qualidade da RCP é crucial para manter a perfusão cerebral e coronariana, aumentando as chances de retorno da circulação espontânea (RCE) e melhorando o prognóstico neurológico do paciente.
Os principais parâmetros incluem profundidade e frequência das compressões (5-6 cm, 100-120/min), minimização das interrupções, descompressão completa do tórax e ventilação adequada (2 ventilações a cada 30 compressões, com elevação visível do tórax).
A epinefrina (1 mg IV) deve ser administrada após a segunda desfibrilação, se o ritmo persistir em FV/TV sem pulso, e a cada 3-5 minutos a partir de então, durante os ciclos de RCP.
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