PCR com QRS Alargado e Bradicardia: Manejo e Causas

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2015

Enunciado

Paciente, portador de DPOC, evoluindo há cerca de uma semana com tosse produtiva e dispneia, deu entrada no Pronto Atendimento do hospital com quadro de insuficiência respiratória. Durante o atendimento o paciente evoluiu com parada cardiorrespiratória. O ritmo no monitor cardíaco mostra um QRS alargado com frequência de 54 bpm. O paciente não tem pulso central. Diante do caso apresentado indentifique o tratamento para essa situação a partir do ritmo da PCR desse paciente.

Alternativas

Pérola Clínica

PCR com QRS alargado e bradicardia sem pulso → Tratar como AESP, focar nas causas reversíveis (5Hs/5Ts) e iniciar compressões + adrenalina.

Resumo-Chave

Um ritmo de QRS alargado com bradicardia e ausência de pulso central indica Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) ou uma bradicardia extrema que não gera débito cardíaco. Nesses casos, o foco é nas compressões torácicas de alta qualidade, administração de adrenalina e identificação/tratamento das causas reversíveis (5Hs e 5Ts).

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória (PCR) é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata. O ritmo descrito no enunciado, um QRS alargado com bradicardia (54 bpm) e ausência de pulso central, caracteriza um ritmo não chocável, especificamente Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) ou uma bradicardia extrema que não gera débito cardíaco. O manejo da AESP e da assistolia segue o mesmo algoritmo do Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS). A prioridade é a realização de compressões torácicas de alta qualidade, com profundidade e frequência adequadas, minimizando interrupções. A administração de adrenalina (1 mg IV/IO a cada 3-5 minutos) é fundamental para tentar restaurar a atividade elétrica e mecânica do coração. Crucialmente, a identificação e o tratamento das causas reversíveis da PCR (os 5 Hs e 5 Ts) são a chave para o sucesso da ressuscitação em ritmos não chocáveis. No caso de um paciente com DPOC e insuficiência respiratória, a hipóxia e a acidose são causas altamente prováveis e devem ser abordadas agressivamente com ventilação adequada e correção da acidose, se possível. Outras causas como pneumotórax hipertensivo também devem ser consideradas.

Perguntas Frequentes

Qual o significado de um QRS alargado com bradicardia e ausência de pulso na PCR?

Um QRS alargado com bradicardia e ausência de pulso central é um ritmo não chocável que se enquadra na Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) ou uma bradicardia extrema sem débito. Sugere uma disfunção miocárdica grave ou uma causa reversível subjacente.

Qual a conduta inicial para uma PCR com ritmo de QRS alargado e bradicardia sem pulso?

A conduta inicial é iniciar imediatamente as compressões torácicas de alta qualidade, administrar adrenalina a cada 3-5 minutos e buscar ativamente as causas reversíveis (5Hs e 5Ts), como hipóxia, acidose, hipovolemia, hiper/hipocalemia, hipotermia, toxinas, tamponamento cardíaco, pneumotórax hipertensivo, trombose coronariana ou pulmonar.

Quais são as principais causas reversíveis (5Hs e 5Ts) a serem investigadas em uma PCR com AESP?

As 5 Hs são: Hipovolemia, Hipóxia, H+ (acidose), Hipo/Hipercalemia, Hipotermia. As 5 Ts são: Toxinas, Tamponamento cardíaco, Pneumotórax hipertensivo, Trombose coronariana, Trombose pulmonar.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo