CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2022
A atenção ao paciente vítima de parada cardiorrespiratória no contexto da pandemia da Doença por Coronavírus 2019 (COVID-19) possui particularidades que devem ser ressaltadas, dos itens abaixo indique o correto:
PCR em COVID-19 → Paramentação completa com EPI para aerossóis é fundamental para segurança da equipe.
Durante a PCR em pacientes com COVID-19, a prioridade é a segurança da equipe de saúde, devido ao alto risco de aerossolização do vírus. Portanto, a paramentação completa com Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para aerossóis é imperativa antes de iniciar qualquer procedimento de ressuscitação, incluindo as compressões torácicas e o manejo da via aérea.
A atenção ao paciente vítima de parada cardiorrespiratória (PCR) no contexto da pandemia de COVID-19 exige adaptações significativas nos protocolos de ressuscitação cardiopulmonar (RCP). A principal preocupação é o alto risco de transmissão do SARS-CoV-2 para a equipe de saúde, uma vez que muitos procedimentos da RCP, como ventilação com bolsa-válvula-máscara, intubação e até as compressões torácicas, podem gerar aerossóis. Portanto, a segurança da equipe é primordial e deve guiar todas as ações. Antes de iniciar qualquer manobra de RCP, é imperativo que a equipe esteja completamente paramentada com Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para aerossóis, incluindo respirador N95/PFF2, protetor facial, avental impermeável e luvas. O manejo da via aérea deve ser realizado por profissionais experientes, com intubação orotraqueal precoce e uso de filtros HEPA nos circuitos ventilatórios para minimizar a dispersão viral. A ventilação manual deve ser evitada ou realizada com técnica de dois socorristas para garantir vedação e reduzir a aerossolização. As causas da PCR em pacientes com COVID-19 frequentemente estão relacionadas à hipóxia grave, miocardite ou tromboembolismo. Embora as compressões torácicas e a desfibrilação sigam os princípios básicos da RCP, a atenção à segurança da equipe e o manejo da via aérea são as principais particularidades. Em pacientes em ventilação mecânica e posição pronada, as compressões podem ser realizadas na região dorsal, mas a rotação para a posição supina é preferível se for segura e não atrasar significativamente a RCP. O prognóstico da PCR em pacientes com COVID-19 é geralmente reservado, mas a adesão aos protocolos de segurança é essencial para proteger os profissionais de saúde.
Os EPIs essenciais incluem respirador N95 ou PFF2 (ou equivalente), protetor facial ou óculos de proteção, avental impermeável de manga longa e luvas. A paramentação completa é crucial devido ao risco de geração de aerossóis durante a RCP.
O manejo da via aérea deve ser realizado pela equipe mais experiente, com intubação precoce e uso de filtros HEPA na interface entre o dispositivo de ventilação e o paciente. A ventilação com bolsa-válvula-máscara deve ser minimizada e, se usada, com técnica de dois socorristas e vedação perfeita para evitar aerossolização.
Em pacientes pronados, as compressões torácicas devem ser realizadas com o paciente na posição pronada, com as mãos posicionadas na região torácica posterior, entre as escápulas, sobre a coluna vertebral. A qualidade das compressões é fundamental, e o posicionamento deve ser ajustado para garantir eficácia, embora a rotação para supino seja preferencial se o tempo permitir e for seguro.
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