Desfibrilação na PCR: Ritmos Chocáveis e Energia

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024

Enunciado

Você está de plantão e recebe um paciente trazido pelos familiares. Ao avaliar o paciente, percebe que ele não responde nem apresenta pulsos palpáveis, inicia então manobras de ressuscitação cardiopulmonar. O desfibrilador já está disponível e você verifica o ritmo abaixo.Considerando que está utilizando um desfibrilador monofásico, qual a sua conduta nesse momento?

Alternativas

  1. A) Realizar cardioversão elétrica sincronizada com 360J.
  2. B) Realizar a desfibrilação do paciente com 200J.
  3. C) Realizar cardioversão elétrica sincronizada com 200J.
  4. D) Realizar cardioversão elétrica sincronizada com 120J.
  5. E) Realizar a desfibrilação do paciente com 360J.

Pérola Clínica

PCR com FV/TVSP → desfibrilação imediata. Monofásico: 360J. Bifásico: 120-200J.

Resumo-Chave

Em um paciente em parada cardiorrespiratória com ritmo chocável, como a fibrilação ventricular (FV) ou taquicardia ventricular sem pulso (TVSP), a desfibrilação imediata é a intervenção mais importante. Para desfibriladores monofásicos, a energia recomendada para o primeiro choque e os subsequentes é de 360 Joules.

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória (PCR) é uma emergência médica que exige reconhecimento imediato e intervenção rápida para aumentar as chances de sobrevida do paciente. A ressuscitação cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade e a desfibrilação precoce são pilares fundamentais do manejo, especialmente quando o ritmo de PCR é chocável. Os ritmos chocáveis incluem a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular sem Pulso (TVSP). Nesses casos, a desfibrilação é a terapia definitiva, pois visa despolarizar simultaneamente uma massa crítica de miocárdio, permitindo que o nó sinusal retome o controle do ritmo cardíaco. A energia a ser utilizada depende do tipo de desfibrilador: para aparelhos monofásicos, a recomendação é de 360 Joules. É crucial que os profissionais de saúde estejam familiarizados com o algoritmo de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS) e saibam diferenciar os ritmos de PCR e aplicar a terapia elétrica apropriada. A desfibrilação não deve ser confundida com a cardioversão sincronizada, que é utilizada para taquiarritmias com pulso. A agilidade na desfibrilação é um fator determinante no prognóstico de pacientes com FV/TVSP.

Perguntas Frequentes

Quais são os ritmos chocáveis na parada cardiorrespiratória?

Os ritmos chocáveis na parada cardiorrespiratória são a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular sem Pulso (TVSP). Ambos são ritmos caóticos ou rápidos que impedem o bombeamento eficaz de sangue e necessitam de desfibrilação para restaurar um ritmo cardíaco organizado.

Qual a diferença entre desfibrilação e cardioversão sincronizada?

A desfibrilação é um choque elétrico não sincronizado, aplicado em ritmos caóticos como FV e TVSP, onde não há complexo QRS discernível para sincronizar. A cardioversão sincronizada é um choque elétrico sincronizado com o complexo QRS, usado em taquiarritmias com pulso para evitar a indução de FV.

Qual a energia recomendada para desfibrilação monofásica em adultos?

Para desfibriladores monofásicos em adultos, a energia recomendada para o primeiro choque e para os choques subsequentes em ritmos chocáveis (FV/TVSP) é de 360 Joules. Em desfibriladores bifásicos, a energia inicial varia de 120 a 200 Joules, dependendo do fabricante.

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