PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2022
Você, médico residente, está andando na rua voltando para casa após o plantão noturno para completar a renda, quando encontra um idoso pedindo ajuda, pálido e com dor no peito. Ao se aproximar, o idoso cai no chão, arresponsivo. Está sem pulso. Após avaliar segurança da cena e pedir ajuda, qual deve ser a próxima conduta imediata neste caso?
Adulto arresponsivo + sem pulso → Iniciar compressões torácicas efetivas imediatamente.
Em um adulto com parada cardiorrespiratória (arresponsivo e sem pulso), a prioridade máxima no Suporte Básico de Vida é iniciar compressões torácicas de alta qualidade o mais rápido possível. A ventilação boca-a-boca e a espera pelo DEA não devem atrasar o início das compressões, que mantêm a perfusão cerebral e coronariana.
A parada cardiorrespiratória (PCR) em adultos é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata para maximizar as chances de sobrevida. A maioria das PCRs em adultos tem origem cardíaca e se apresenta com ritmos chocáveis (fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso). O Suporte Básico de Vida (SBV) é a primeira linha de ação e pode ser realizado por qualquer pessoa treinada, incluindo profissionais de saúde fora do ambiente hospitalar. No cenário descrito, o idoso cai arresponsivo e sem pulso, configurando uma PCR. Após avaliar a segurança da cena e pedir ajuda, a próxima conduta imediata, conforme as diretrizes atuais de reanimação cardiopulmonar (RCP), é iniciar as compressões torácicas efetivas. A sequência C-A-B (Compressões, Via Aérea, Respiração) prioriza as compressões para manter a perfusão cerebral e coronariana. As compressões torácicas devem ser de alta qualidade: no centro do tórax, com profundidade de pelo menos 5 cm (mas não mais que 6 cm), a uma frequência de 100 a 120 por minuto, permitindo o retorno total do tórax após cada compressão e minimizando interrupções. A ventilação boca-a-boca, embora importante, não deve atrasar o início das compressões. O desfibrilador externo automático (DEA) deve ser solicitado e utilizado assim que disponível, mas as compressões não devem ser interrompidas enquanto se aguarda sua chegada.
A sequência atual do SBV para adultos é C-A-B: Compressões torácicas, Abertura de via aérea e Boa ventilação. As compressões devem ser iniciadas imediatamente após a identificação da PCR.
As compressões devem ser realizadas a uma frequência de 100 a 120 por minuto e com uma profundidade de pelo menos 5 cm, permitindo o retorno total do tórax entre as compressões.
O DEA deve ser utilizado assim que estiver disponível. Ele analisa o ritmo cardíaco e, se indicado, administra um choque elétrico para tentar reverter ritmos chocáveis como fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso.
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