Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2023
Paciente de 65 anos apresenta parada cardiorrespiratória. O traçado está representado a seguir. Além de desfibrilação, pode-se utilizar a seguinte sequência de drogas, considerando a persistência do ritmo e o tempo preconizado de intervalo entre elas:
PCR (FV/TV sem pulso) → Desfibrilação + Adrenalina 1mg (3-5min) + Amiodarona (300mg, depois 150mg) ou Lidocaína (1-1.5mg/kg, depois 0.5-0.75mg/kg).
No manejo da parada cardiorrespiratória por ritmos chocáveis (fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso), após a desfibrilação, a adrenalina é administrada a cada 3-5 minutos. A amiodarona é o antiarrítmico de primeira linha (300 mg, seguido por 150 mg), e a lidocaína é uma alternativa (1-1.5 mg/kg, seguido por 0.5-0.75 mg/kg), sempre intercalando com a adrenalina.
A parada cardiorrespiratória (PCR) é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata. O Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS) estabelece protocolos claros para o manejo, sendo a identificação do ritmo cardíaco fundamental para guiar a terapia. Ritmos chocáveis, como a fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular sem pulso (TVSP), demandam desfibrilação precoce e uma sequência específica de medicamentos. A fisiopatologia da FV/TVSP envolve atividade elétrica cardíaca caótica ou rápida e ineficaz, impedindo o bombeamento de sangue. A desfibrilação é a intervenção mais eficaz para reverter esses ritmos. No entanto, se o ritmo persistir, a administração de drogas como a adrenalina, amiodarona e lidocaína torna-se crucial. A adrenalina atua como vasopressor, aumentando a perfusão coronariana e cerebral, enquanto a amiodarona e a lidocaína são antiarrítmicos que ajudam a estabilizar o ritmo cardíaco. O tratamento segue um algoritmo rigoroso: desfibrilação, compressões torácicas de alta qualidade e ventilação, intercalados com a administração de adrenalina a cada 3-5 minutos. A amiodarona é o antiarrítmico de primeira linha para FV/TVSP refratária, com doses específicas, e a lidocaína é uma alternativa. Residentes devem dominar essas sequências e dosagens para otimizar as chances de retorno à circulação espontânea e melhorar o prognóstico do paciente.
A adrenalina é administrada na dose de 1 mg IV/IO a cada 3-5 minutos durante a PCR, independentemente do ritmo, para aumentar a pressão de perfusão coronariana e cerebral.
A amiodarona é indicada para FV/TV sem pulso refratária após 3 choques e adrenalina. A primeira dose é 300 mg IV/IO em bolus, e a segunda dose é 150 mg IV/IO.
A lidocaína é um antiarrítmico alternativo à amiodarona para FV/TV sem pulso refratária, com dose inicial de 1-1.5 mg/kg e subsequente de 0.5-0.75 mg/kg. Amiodarona é geralmente preferida como primeira escolha.
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