PCR em Adultos: Ações Imediatas no Suporte Básico de Vida

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2021

Enunciado

Você está andando na rua voltando para casa após um dia cansativo, quando encontra um idoso pedindo ajuda com dor no peito. Ao chegar próximo, o idoso cai ao solo, arresponsivo. Ao verificar, nota-se ausência de pulso. Após avaliar a segurança da cena e pedir ajuda, qual deve ser a próxima conduta imediata neste caso?

Alternativas

  1. A) Compressões torácicas de alta qualidade, enquanto se aguarda chegada de ajuda/desfibrilador externo automático - DEA.
  2. B) Ventilação boca-a-boca, e então iniciar manobras de ressuscitação cardiopulmonar com 100 movimentos/minuto.
  3. C) Aguardar a chegada do desfibrilador externo automático, pela possibilidade de ritmo chocável.
  4. D) Promover abertura de via aérea, posicionar e iniciar ventilações pulmonares bolsaválvula-máscara.

Pérola Clínica

PCR em adulto: após segurança e pulso ausente → iniciar compressões torácicas de alta qualidade e pedir DEA.

Resumo-Chave

Em uma Parada Cardiorrespiratória (PCR) em adulto, após verificar a segurança da cena e confirmar a ausência de pulso e responsividade, a conduta imediata e mais crítica é iniciar compressões torácicas de alta qualidade. A prioridade é manter a perfusão cerebral e coronariana enquanto se aguarda a chegada do desfibrilador externo automático (DEA) e/ou ajuda especializada.

Contexto Educacional

A Parada Cardiorrespiratória (PCR) é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata para maximizar as chances de sobrevida. O Suporte Básico de Vida (BLS) é a base do atendimento, e a qualidade das compressões torácicas é o fator mais crítico para o sucesso da ressuscitação. Ao encontrar um paciente arresponsivo e sem pulso, após garantir a segurança da cena e pedir ajuda, a primeira e mais importante conduta é iniciar as compressões torácicas de alta qualidade. Isso significa comprimir o centro do tórax a uma frequência de 100-120 compressões por minuto, com uma profundidade de pelo menos 5 cm, permitindo o retorno total do tórax após cada compressão e minimizando interrupções. A ventilação boca-a-boca ou o uso de bolsa-válvula-máscara são importantes, mas secundários às compressões torácicas em adultos, especialmente em PCR de causa cardíaca. O Desfibrilador Externo Automático (DEA) deve ser solicitado e utilizado assim que disponível, pois a desfibrilação precoce é vital para ritmos chocáveis. Residentes devem dominar o algoritmo de BLS para atuar de forma eficaz em qualquer ambiente, seja intra ou extra-hospitalar.

Perguntas Frequentes

Qual a frequência e profundidade recomendadas para as compressões torácicas em adultos?

As compressões devem ser realizadas a uma frequência de 100 a 120 por minuto e com uma profundidade de pelo menos 5 cm, permitindo o retorno total do tórax entre as compressões para otimizar o enchimento cardíaco.

Qual a importância do Desfibrilador Externo Automático (DEA) na PCR?

O DEA é crucial porque a desfibrilação precoce é o tratamento mais eficaz para ritmos chocáveis como Fibrilação Ventricular (FV) e Taquicardia Ventricular sem pulso (TVsp), aumentando significativamente as chances de sobrevida.

Quando se deve iniciar as ventilações na RCP de um adulto leigo?

Para leigos, as diretrizes atuais priorizam as compressões torácicas contínuas. Se houver socorristas treinados, a relação compressão-ventilação é de 30:2. Em PCR de causa respiratória (ex: afogamento), as ventilações podem ser iniciadas mais cedo.

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