PCR Hospitalar: Guia de Adrenalina e Condutas ACLS

HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2025

Enunciado

Em relação à parada cardiorrespiratória (PCR) em ambiente hospitalar, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) A desfibrilação é indicada em todos os ritmos de PCR.
  2. B) O ritmo de compressões torácicas deve ser inferior a 100 por minuto para garantir eficácia.
  3. C) A adrenalina deve ser administrada em bolus de 1 mg a cada 3-5 minutos durante a ressuscitação.
  4. D) A ventilação com bolsa-valva-máscara deve ser evitada em PCR com ritmo chocável.

Pérola Clínica

PCR → Adrenalina 1 mg IV/IO a cada 3-5 min em todos os ritmos, conforme diretrizes ACLS.

Resumo-Chave

A adrenalina é um vasopressor crucial na PCR, administrada em bolus de 1 mg a cada 3-5 minutos, independentemente do ritmo (chocável ou não chocável), para melhorar a perfusão coronariana e cerebral e aumentar as chances de retorno à circulação espontânea.

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória (PCR) em ambiente hospitalar exige uma resposta rápida e coordenada da equipe de saúde, seguindo os protocolos do Advanced Cardiovascular Life Support (ACLS). O reconhecimento precoce da PCR e o início imediato das manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade são cruciais para aumentar as chances de sobrevida do paciente, minimizando o tempo de isquemia cerebral e miocárdica. A adrenalina é um medicamento fundamental no manejo da PCR, sendo um vasopressor que aumenta a pressão de perfusão coronariana e cerebral. Sua administração é padronizada em bolus de 1 mg por via intravenosa ou intraóssea a cada 3 a 5 minutos, independentemente do ritmo de PCR (chocável ou não chocável). As compressões torácicas devem ser de alta qualidade, com frequência de 100-120 por minuto e profundidade de 5-6 cm, com mínimas interrupções para garantir a perfusão adequada. A desfibrilação é uma intervenção salvadora para os ritmos chocáveis (fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso), devendo ser aplicada o mais rápido possível. A ventilação deve ser realizada com uma relação de 30 compressões para 2 ventilações, ou ventilações contínuas a cada 6 segundos se via aérea avançada estiver estabelecida, evitando hiperventilação que pode comprometer o retorno venoso e a perfusão cerebral.

Perguntas Frequentes

Quais são os ritmos de parada cardiorrespiratória?

Os ritmos de PCR são divididos em chocáveis (fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso) e não chocáveis (atividade elétrica sem pulso e assistolia). A identificação do ritmo é crucial para guiar a conduta.

Qual a dosagem e frequência da adrenalina na PCR?

A adrenalina deve ser administrada em bolus de 1 mg por via intravenosa (IV) ou intraóssea (IO) a cada 3 a 5 minutos durante a ressuscitação cardiopulmonar, independentemente do ritmo de PCR, para otimizar a perfusão.

Quando a desfibrilação é indicada na PCR?

A desfibrilação é indicada exclusivamente para os ritmos chocáveis: fibrilação ventricular (FV) e taquicardia ventricular sem pulso (TVSP). É a intervenção mais eficaz para esses ritmos, devendo ser aplicada o mais rápido possível.

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