SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2021
Para uma gestante, na maternidade foi indicada uma cesariana como método para seu parto. Ao entrar no centro cirúrgico já na maca, sofre de uma parada cardiorrespiratória. A primeira conduta a ser tomada pelo anestesiologista será?
PCR em gestante → Deslocamento uterino para esquerda é prioridade para aliviar compressão aortocava.
Em uma parada cardiorrespiratória em gestante, a primeira e crucial conduta é o deslocamento uterino manual para a esquerda. Isso visa aliviar a compressão aortocava exercida pelo útero gravídico, otimizando o retorno venoso e o débito cardíaco, essencial para a eficácia das manobras de reanimação.
A parada cardiorrespiratória (PCR) em gestantes é uma emergência rara, mas com alta morbimortalidade materna e fetal. A incidência varia, mas as causas mais comuns incluem embolia pulmonar, hemorragia, pré-eclâmpsia/eclâmpsia e sepse. O reconhecimento rápido e a intervenção eficaz são cruciais para o prognóstico. A fisiopatologia da PCR em gestantes é agravada pela síndrome da compressão aortocava, onde o útero gravídico comprime os grandes vasos, reduzindo o retorno venoso e o débito cardíaco. Por isso, o deslocamento uterino manual para a esquerda é a primeira e mais importante manobra, a ser realizada simultaneamente com o início das compressões torácicas. O diagnóstico é clínico, e a suspeita deve ser alta em qualquer gestante que colapse. O tratamento segue os princípios básicos da RCP, mas com adaptações específicas para a gestante. Além do deslocamento uterino, a intubação precoce é recomendada devido ao risco aumentado de aspiração. A cesariana perimortem deve ser considerada se a reanimação não for eficaz em 4-5 minutos, visando melhorar a perfusão materna e a viabilidade fetal. A equipe multidisciplinar (anestesiologista, obstetra, neonatologista) é essencial para o manejo adequado.
A principal causa é a síndrome da compressão aortocava, onde o útero gravídico comprime a veia cava inferior e a aorta, reduzindo o retorno venoso e o débito cardíaco. O deslocamento uterino manual para a esquerda é fundamental para mitigar isso.
A cesariana perimortem deve ser considerada se a reanimação não for bem-sucedida em 4-5 minutos após o início da PCR, especialmente em gestações >20 semanas, para melhorar as chances de sobrevivência materna e fetal.
A gravidez causa aumento do volume sanguíneo, débito cardíaco, consumo de oxigênio e risco de aspiração. A compressão aortocava é a mais crítica, exigindo o deslocamento uterino para otimizar a circulação durante a RCP.
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