SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2021
Uma gestante G3C2, com idade gestacional de 35 semanas e portadora de miocardiopatia hipertrófica, procura a emergência obstétrica referindo dor torácica retroesternal, que começou há cerca de 30 minutos, associada a dispneia e diaforese importantes. A paciente é encaminhada para a maca e iniciam-se monitorizações fetal e materna. Logo depois, a paciente torna-se irresponsiva, com pulso carotídeo não palpável e monitor cardíaco mostrando traçado de fibrilação ventricular. A equipe de plantão é chamada para auxílio e dá início a protocolo de reanimação cardiopulmonar (RCP).Nesse caso clínico, após serem adotadas todas as medidas – massagem e ventilação, drogas antiarrítmicas e desfibrilação, sem sucesso – o próximo passo é
PCR em gestante >20 semanas, após 4 min de RCP sem sucesso → Cesárea perimortem para otimizar RCP materna e feto.
Em uma gestante com parada cardiorrespiratória e feto viável (>20-24 semanas), se a RCP não for bem-sucedida após 4 minutos, a cesárea perimortem deve ser realizada. Este procedimento visa descomprimir a veia cava inferior, melhorando o retorno venoso e a eficácia da RCP materna, além de potencialmente salvar o feto.
A parada cardiorrespiratória (PCR) em gestantes é um evento raro, mas com alta morbimortalidade materna e fetal. As causas podem ser diversas, incluindo condições cardíacas preexistentes como a miocardiopatia hipertrófica, embolia pulmonar, hemorragia, pré-eclâmpsia grave, entre outras. A reanimação cardiopulmonar (RCP) em gestantes requer adaptações específicas devido às alterações fisiológicas da gravidez. Durante a RCP, é fundamental o deslocamento manual do útero para a esquerda para minimizar a compressão aortocava, que compromete o retorno venoso e o débito cardíaco. Se a gestante estiver em parada cardíaca por 4 minutos e não houver resposta às medidas de RCP, e a idade gestacional for superior a 20-24 semanas (feto viável), a cesárea perimortem deve ser realizada. Este procedimento visa descomprimir o útero, melhorando as chances de sucesso da RCP materna e, secundariamente, a sobrevida fetal. A cesárea perimortem deve ser realizada de forma rápida, mesmo sem assepsia completa, utilizando apenas um bisturi para incisão abdominal e uterina. A equipe deve estar preparada para o cuidado neonatal imediato. A decisão e a execução rápidas são críticas para otimizar os resultados maternos e fetais, enfatizando a importância do treinamento e da coordenação da equipe em emergências obstétricas.
O principal objetivo é aliviar a compressão aortocava exercida pelo útero gravídico, melhorando o retorno venoso e o débito cardíaco materno, o que otimiza a eficácia da reanimação cardiopulmonar materna.
A cesárea perimortem deve ser iniciada idealmente dentro de 4 minutos após o início da parada cardiorrespiratória, se a gestação for >20-24 semanas e a RCP não tiver sucesso.
Além das manobras padrão, é crucial o deslocamento manual do útero para a esquerda para evitar a compressão aortocava, e a equipe deve estar preparada para a cesárea perimortem e o cuidado neonatal.
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