UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023
Paciente feminina, 29 anos de idade, grávida de 38 semanas, chega ao pronto-socorro, deitada em uma maca, trazida por familiares por mal-estar geral e crise convulsiva há cerca de 5 minutos. O médico prontamente chama a paciente e, como não tem resposta, avalia a respiração e checa o pulso de forma simultânea. Percebe, então, que a paciente está em parada cardiorrespiratória. Imediatamente, o médico começa as manobras de ressuscitação, com compressão e ventilação de forma adequada.Seguindo os algoritmos específicos, assinale a alternativa correta.
PCR gestante: intubação difícil por edema de via aérea (progesterona) e cesariana perimortem em <5 min se sem resposta.
A fisiologia da gravidez, com aumento da progesterona, causa edema de mucosas e cordas vocais, dificultando a intubação orotraqueal em gestantes. Além disso, a compressão aortocava pelo útero grávido exige deslocamento uterino lateral e a cesariana perimortem deve ser considerada precocemente.
A parada cardiorrespiratória (PCR) em gestantes é uma emergência rara, mas com alta mortalidade materno-fetal, exigindo abordagem rápida e adaptada às particularidades fisiológicas da gravidez. O manejo segue os princípios do ACLS, mas com considerações específicas para a gestante e o feto, como o deslocamento uterino lateral para aliviar a compressão aortocava. Fisiologicamente, a gestação causa alterações que impactam a RCP, como aumento do volume sanguíneo, diminuição da capacidade residual funcional e edema de via aérea, que pode dificultar a intubação orotraqueal. A hipóxia fetal pode ocorrer rapidamente, e a compressão uterina sobre os grandes vasos diminui o retorno venoso e o débito cardíaco materno. A cesariana perimortem é uma intervenção crítica que deve ser considerada se não houver retorno da circulação espontânea após 4-5 minutos de RCP de alta qualidade, pois pode melhorar significativamente o prognóstico materno e fetal ao descomprimir a aorta e veia cava. Todas as medicações da RCP padrão são seguras e devem ser administradas.
A gestante apresenta edema de mucosas e cordas vocais devido à progesterona, além de aumento do risco de aspiração, tornando a intubação orotraqueal mais desafiadora.
A cesariana perimortem é indicada se não houver retorno da circulação espontânea após 4-5 minutos de RCP de alta qualidade, visando descomprimir a aorta e veia cava.
As causas mais comuns incluem hemorragia, embolia (pulmonar, líquido amniótico), pré-eclâmpsia/eclâmpsia, sepse e cardiomiopatia periparto.
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