HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2025
A parada cardiorrespiratória (PCR) na gestação é um evento raro e muito dramático, visto que modificações fisiológicas gravídicas tornam ainda mais difícil a reanimação cardiopulmonar (RCP). A respeito da reanimação em gestantes, assinale a alternativa correta:
PCR gestante > 20 semanas ou altura uterina > cicatriz umbilical → Desvio uterino + Cesárea perimortem se sem RCE em 5 min.
Na PCR em gestantes com altura uterina acima da cicatriz umbilical (geralmente >20 semanas), o desvio uterino manual para a esquerda é crucial para aliviar a compressão aortocava. Se não houver retorno à circulação espontânea (RCE) em 5 minutos, a cesárea perimortem deve ser realizada para melhorar as chances de sobrevida materna e fetal.
A parada cardiorrespiratória (PCR) na gestação é um evento raro, mas com alta morbimortalidade materna e fetal. As modificações fisiológicas da gravidez, como o aumento do volume sanguíneo, a diminuição da resistência vascular sistêmica e a compressão aortocava pelo útero gravídico, tornam a reanimação cardiopulmonar (RCP) mais desafiadora. O reconhecimento precoce e a intervenção rápida são cruciais para o prognóstico. No manejo da PCR em gestantes, as compressões torácicas devem ser realizadas na mesma profundidade e frequência que em não gestantes. No entanto, se a altura uterina estiver acima da cicatriz umbilical (geralmente após 20 semanas de gestação), o desvio manual do útero para a esquerda é imperativo para aliviar a compressão da veia cava inferior e da aorta, otimizando o retorno venoso e o débito cardíaco. A obtenção de uma via aérea avançada e a desfibrilação (se ritmo chocável) seguem os protocolos habituais. A cesárea perimortem é uma intervenção vital que deve ser considerada se não houver retorno à circulação espontânea (RCE) após 5 minutos de RCP em gestantes com útero acima da cicatriz umbilical. O objetivo principal é melhorar a perfusão materna, mas também pode salvar o feto. A adrenalina e outros medicamentos podem ser administrados conforme os protocolos de RCP, e a amiodarona pode ser usada para ritmos chocáveis refratários, pois o benefício materno supera o risco teratogênico em uma situação de PCR.
As prioridades incluem compressões torácicas de alta qualidade, obtenção de via aérea avançada, desfibrilação se indicada, e, crucialmente, o desvio manual do útero para a esquerda para aliviar a compressão aortocava, se a altura uterina estiver acima da cicatriz umbilical.
A cesárea perimortem deve ser considerada se não houver retorno à circulação espontânea (RCE) após 5 minutos de RCP em gestantes com altura uterina acima da cicatriz umbilical. O objetivo é melhorar a perfusão materna e fetal, descomprimindo a aorta e a veia cava.
O desvio uterino manual para a esquerda é fundamental para aliviar a compressão aortocava exercida pelo útero gravídico. Essa compressão reduz o retorno venoso e o débito cardíaco, dificultando a eficácia das compressões torácicas e a perfusão de órgãos vitais maternos e fetais.
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