FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015
Paciente referia dor torácica típica ao dar entrada no hospital e, enquanto aguardava seu atendimento para realizar ECG, apresentou síncope, sendo, então, levada à sala de emergência. Na avaliação inicial da sala de emergência, foi diagnosticado PCR em ritmo de fibrilação ventricular, iniciado, então, ciclo de massagem cardíaca. Qual das alternativas de conduta NÃO se mostra adequada, segundo as atuais normas de abordagem da parada cardíaca?
Após desfibrilação, NÃO checar pulso imediatamente; reiniciar compressões por 2 minutos.
As diretrizes atuais de ACLS (Advanced Cardiovascular Life Support) enfatizam a minimização das interrupções nas compressões torácicas. Após uma desfibrilação, a conduta correta é reiniciar as compressões imediatamente por 2 minutos, sem checar o pulso, pois a chance de retorno da circulação espontânea (RCE) imediata é baixa e a interrupção prolonga a isquemia miocárdica.
A Parada Cardiorrespiratória (PCR) em ritmo de Fibrilação Ventricular (FV) é uma emergência médica que exige intervenção rápida e coordenada, seguindo as diretrizes do Advanced Cardiovascular Life Support (ACLS). A FV é um ritmo chocável e a desfibrilação precoce é a intervenção mais eficaz para restaurar a circulação espontânea. O manejo adequado da PCR é crucial para a sobrevida e o prognóstico neurológico do paciente. As diretrizes atuais do ACLS enfatizam a importância de compressões torácicas de alta qualidade com interrupções mínimas. Após uma desfibrilação, independentemente do tipo (monofásica ou bifásica), a conduta correta é reiniciar imediatamente as compressões torácicas por 2 minutos, sem checar o pulso. A checagem de pulso logo após a desfibrilação é considerada uma conduta inadequada, pois prolonga o tempo sem compressões, diminuindo a perfusão miocárdica e cerebral e, consequentemente, as chances de sucesso da reanimação. Outras condutas, como o uso de amiodarona (300 mg em bolus) para FV refratária e a desfibrilação bifásica com 120 J, estão de acordo com as diretrizes. A adrenalina deve ser administrada a cada 3-5 minutos. A compreensão e aplicação correta dessas diretrizes são essenciais para todos os profissionais de saúde envolvidos no atendimento de emergência, especialmente residentes.
Após uma desfibrilação, a conduta correta é reiniciar imediatamente as compressões torácicas por 2 minutos, sem checar o pulso. A checagem de ritmo e pulso só deve ocorrer após esse ciclo de compressões, para minimizar interrupções.
A amiodarona é indicada na PCR por FV/TV sem pulso refratária à desfibrilação e adrenalina. A primeira dose é de 300 mg em bolus IV/IO. Se necessário, uma segunda dose de 150 mg pode ser administrada.
A desfibrilação bifásica utiliza uma corrente que inverte a polaridade, sendo mais eficaz com menor energia e causando menos dano miocárdico. A desfibrilação monofásica utiliza uma corrente em uma única direção. As diretrizes atuais preferem a desfibrilação bifásica, com energia inicial de 120-200 J, enquanto a monofásica requer 360 J.
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