PCR em FV e SCA: Desfibrilação e Trombólise no Manejo

SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022

Enunciado

De acordo com as recomendações atuais, a melhor estratégia de desfibrilação e de trombólise, numa parada cardiorrespiratória (PCR) em fibrilação ventricular, de um paciente com síndrome coronariana aguda com supradesnivelamento de segmento ST, é:

Alternativas

  1. A) desfibrilação elétrica com 200J + trombolítico após retorno à circulação espontânea
  2. B) desfibrilação elétrica com 200J + trombolítico + manobras de reanimação cardiopulmonar
  3. C) desfibrilação elétrica com 200J + manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) + trombolítico 50% da dose
  4. D) desfibrilação elétrica com 200J após cinco minutos de manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) + trombolítico após retorno à circulação espontânea

Pérola Clínica

PCR em FV por SCA com supra: Desfibrilação imediata (200J bifásico) + RCP. Trombólise APÓS retorno à circulação espontânea (ROSC).

Resumo-Chave

Em uma Parada Cardiorrespiratória (PCR) por Fibrilação Ventricular (FV) em um paciente com Síndrome Coronariana Aguda com supradesnivelamento do segmento ST (STEMI), a prioridade é a desfibrilação elétrica imediata. A trombólise, se indicada, deve ser administrada somente após o retorno à circulação espontânea (ROSC), uma vez que a reperfusão coronariana é crucial, mas não durante as manobras de reanimação.

Contexto Educacional

A Parada Cardiorrespiratória (PCR) por Fibrilação Ventricular (FV) em pacientes com Síndrome Coronariana Aguda (SCA) com supradesnivelamento do segmento ST (STEMI) representa uma emergência médica crítica, exigindo intervenção imediata e coordenada. O reconhecimento rápido e a aplicação do algoritmo de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS) são fundamentais para a sobrevida do paciente. A FV é um ritmo chocável, e a desfibrilação precoce é a intervenção mais importante. A fisiopatologia da FV em STEMI é frequentemente desencadeada por isquemia miocárdica aguda, que cria um substrato elétrico instável. A desfibrilação elétrica visa despolarizar simultaneamente uma massa crítica de miocárdio, permitindo que o nó sinusal retome o controle do ritmo cardíaco. A RCP de alta qualidade mantém a perfusão cerebral e coronariana até que a desfibrilação seja bem-sucedida ou outras intervenções sejam realizadas. O manejo ideal envolve desfibrilação elétrica imediata (com a dose máxima recomendada pelo fabricante para desfibriladores bifásicos, geralmente 200J), seguida de ciclos de RCP. A trombólise, embora crucial para a reperfusão no STEMI, não deve ser administrada durante a PCR. Após o retorno à circulação espontânea (ROSC), a trombólise ou a intervenção coronária percutânea (ICP) primária deve ser considerada o mais rápido possível para tratar a causa subjacente da PCR e melhorar o prognóstico a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial para uma PCR em FV em paciente com SCA?

A conduta inicial é a desfibrilação elétrica imediata, seguida de ciclos de Reanimação Cardiopulmonar (RCP) e administração de drogas vasoativas conforme o algoritmo de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS). A desfibrilação é a intervenção mais eficaz para a FV.

Quando a trombólise é indicada em um paciente com PCR por FV e SCA com supra de ST?

A trombólise é indicada para reperfusão coronariana em pacientes com SCA com supra de ST. No contexto de PCR, ela deve ser considerada e administrada somente após o retorno à circulação espontânea (ROSC), uma vez que a prioridade durante a PCR é a desfibrilação e a RCP de alta qualidade.

Qual a dose de energia recomendada para a desfibrilação em FV?

Para desfibriladores bifásicos, a dose inicial recomendada é de 120-200 Joules. Para desfibriladores monofásicos, a dose é de 360 Joules. É importante seguir as recomendações do fabricante do aparelho e, se a primeira dose falhar, as doses subsequentes devem ser iguais ou maiores.

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