UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
A acompanhante de um homem que sofreu um colapso súbito no saguão do aeroporto fez contato com o Serviço de Emergência. Que orientações, dentre as abaixo, devem ser fornecidas nesse momento, considerando que ela não é profissional de saúde?
Leigo em PCR: Checar irresponsividade + respiração anormal → iniciar compressões torácicas + usar DEA imediatamente.
Para um leigo presenciando um colapso súbito, as orientações cruciais são confirmar a irresponsividade e a ausência de respiração normal (ou apenas gasping). Em seguida, deve-se iniciar imediatamente as compressões torácicas de alta qualidade e, se disponível, utilizar o Desfibrilador Externo Automático (DEA) o mais rápido possível, seguindo as instruções do aparelho.
A Parada Cardiorrespiratória (PCR) extra-hospitalar é um evento crítico com alta mortalidade, e a atuação rápida de leigos pode aumentar significativamente as chances de sobrevivência e de um bom desfecho neurológico. As diretrizes de Suporte Básico de Vida (SBV) enfatizam a simplicidade e a eficácia para maximizar a participação de não profissionais de saúde. Para um leigo, o reconhecimento da PCR deve ser feito pela avaliação da irresponsividade e da ausência de respiração normal (ou apenas gasping). A verificação do pulso é desencorajada para leigos, pois é um procedimento difícil e que consome tempo precioso. Uma vez confirmada a PCR, a prioridade é acionar o serviço de emergência e iniciar imediatamente as compressões torácicas de alta qualidade (pelo menos 100-120 compressões por minuto, com profundidade de 5-6 cm, permitindo o retorno total do tórax). O uso do Desfibrilador Externo Automático (DEA) é o elo mais importante na cadeia de sobrevivência para PCR de origem cardíaca. Leigos devem ser orientados a usar o DEA assim que ele estiver disponível, pois o dispositivo é projetado para ser intuitivo e fornecer instruções claras. A desfibrilação precoce pode reverter ritmos chocáveis, como a fibrilação ventricular, e é crucial para o prognóstico. A ventilação boca a boca, embora parte do SBV completo, pode ser omitida por leigos que não se sentem confortáveis ou treinados, priorizando as compressões contínuas.
O leigo deve primeiro verificar a segurança do local, depois avaliar a responsividade da vítima e se há respiração normal. Se a vítima estiver irresponsiva e não respirar normalmente, deve-se acionar o serviço de emergência e iniciar as compressões torácicas imediatamente.
As compressões torácicas são cruciais porque mantêm um fluxo sanguíneo mínimo para o cérebro e o coração, retardando o dano celular e aumentando as chances de sucesso da desfibrilação e da recuperação neurológica, até a chegada de ajuda profissional.
O DEA é fundamental porque a desfibrilação precoce é o tratamento mais eficaz para a fibrilação ventricular, a causa mais comum de PCR em adultos. O DEA é projetado para ser usado por leigos, fornecendo instruções claras e analisando o ritmo cardíaco para aplicar o choque apenas quando necessário.
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