UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020
Homem de 66 anos, em internação hospitalar por celulite de perna esquerda, encontrado arresponsivo no leito. Convocado Time de Resposta Rápida, que diagnosticou parada cardiorrespiratória e iniciou manobras de RCP. O próximo passo a ser realizado é
Após iniciar RCP na PCR, o próximo passo é avaliar o ritmo cardíaco para desfibrilação.
No algoritmo de Suporte Avançado de Vida (ACLS) para Parada Cardiorrespiratória (PCR), após iniciar as compressões torácicas de alta qualidade, a prioridade é a avaliação do ritmo cardíaco. Isso determina se o ritmo é chocável (fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso) e, portanto, se a desfibrilação está indicada.
A Parada Cardiorrespiratória (PCR) é uma emergência médica que exige uma resposta rápida e coordenada, seguindo os algoritmos de Suporte Básico de Vida (BLS) e Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS). O reconhecimento imediato da PCR e o início das compressões torácicas de alta qualidade são os primeiros passos cruciais para manter a perfusão cerebral e coronariana mínima. Após iniciar a Reanimação Cardiopulmonar (RCP), o próximo passo fundamental no algoritmo de ACLS é a avaliação do ritmo cardíaco. Isso é feito utilizando um desfibrilador/monitor para identificar se o ritmo é chocável (Fibrilação Ventricular - FV ou Taquicardia Ventricular sem pulso - TV sem pulso) ou não chocável (Assistolia ou Atividade Elétrica Sem Pulso - AESP). A desfibrilação precoce é a intervenção mais importante para ritmos chocáveis, pois cada minuto de atraso reduz significativamente as chances de sobrevida. A garantia da via aérea avançada e a administração de medicamentos como a epinefrina são passos importantes, mas vêm após a avaliação do ritmo e, se indicado, a desfibrilação. Em ritmos não chocáveis, a epinefrina deve ser administrada o mais rápido possível. Em ritmos chocáveis, a epinefrina é administrada após a segunda desfibrilação. A compreensão dessa sequência é vital para otimizar o manejo da PCR e melhorar os desfechos dos pacientes.
A avaliação precoce do ritmo cardíaco é crucial para identificar ritmos chocáveis (FV/TV sem pulso), pois a desfibrilação imediata é a intervenção mais eficaz para restaurar a circulação espontânea e aumentar a sobrevida.
Os ritmos chocáveis são a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular sem pulso (TV sem pulso). Ambos requerem desfibrilação imediata.
A epinefrina deve ser administrada em ritmos não chocáveis (assistolia e AESP) o mais rápido possível, e em ritmos chocáveis após a segunda tentativa de desfibrilação, a cada 3-5 minutos.
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