Manejo da PCR: Ritmos Não Chocáveis e Epinefrina

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2020

Enunciado

Homem, 63 anos de idade, internado, foi encontrado inconsciente. Após verificação de pulso central foi observado no monitor cardíaco o ritmo abaixo. Além de chamar por ajuda e solicitar desfibrilador imediatamente, você deve:

Alternativas

  1. A) Iniciar compressões torácicas, com desfibrilação o mais precoce possível para retorno a circulação espontânea
  2. B) Iniciar compressões torácicas, realizar epinefrina na dose de 1 mg IV em bolus e identificar as causas da parada cardiorrespiratória
  3. C) Aplicar desfibrilação na carga máxima do aparelho e providenciar marca-passo transcutâneo
  4. D) Instalar marca-passo transcutâneo e providenciar marca-passo transvenoso, caso não haja retorno do ritmo
  5. E) Aplicar desfibrilação na carga máxima do aparelho e iniciar compressões torácicas após o choque

Pérola Clínica

PCR sem pulso, ritmo não chocável (AESP/Assistolia) → Compressões, Epinefrina 1mg IV a cada 3-5 min, buscar Hs e Ts.

Resumo-Chave

Em um paciente inconsciente sem pulso, com um ritmo não chocável no monitor (AESP ou assistolia), a conduta imediata após chamar ajuda e solicitar desfibrilador é iniciar compressões torácicas de alta qualidade, administrar epinefrina 1 mg IV a cada 3-5 minutos e, simultaneamente, investigar e tratar as causas reversíveis da PCR (os 'Hs e Ts').

Contexto Educacional

A Parada Cardiorrespiratória (PCR) é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata. O algoritmo de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS) da American Heart Association (AHA) é o guia padrão para o manejo da PCR. Um dos passos críticos é a identificação do ritmo cardíaco, que pode ser chocável (Fibrilação Ventricular - FV ou Taquicardia Ventricular sem pulso - TVSP) ou não chocável (Atividade Elétrica Sem Pulso - AESP ou Assistolia). Para ritmos não chocáveis, como a AESP e a Assistolia, a desfibrilação não é indicada. Nesses casos, a prioridade é a realização de compressões torácicas de alta qualidade, minimizando interrupções, e a administração de epinefrina. A epinefrina, um potente vasopressor, é administrada na dose de 1 mg IV em bolus a cada 3 a 5 minutos, com o objetivo de aumentar a pressão de perfusão coronariana e cerebral, melhorando as chances de retorno à circulação espontânea (RCE). Simultaneamente às manobras de RCP e administração de drogas, é imperativo investigar e tratar as causas reversíveis da PCR, conhecidas como os 'Hs e Ts'. A identificação e correção de condições como hipovolemia, hipóxia, acidose, distúrbios eletrolíticos, hipotermia, pneumotórax hipertensivo, tamponamento cardíaco, toxinas, trombose coronariana e trombose pulmonar são fundamentais para o sucesso da ressuscitação. Para residentes, o domínio do algoritmo de PCR, a identificação dos ritmos e a abordagem sistemática das causas reversíveis são competências essenciais para a prática clínica e para a aprovação em provas de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são os ritmos de parada cardiorrespiratória não chocáveis?

Os ritmos de parada cardiorrespiratória não chocáveis são a Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) e a Assistolia. Nesses ritmos, o desfibrilador não é eficaz, e o foco do tratamento é a RCP de alta qualidade, a administração de epinefrina e a identificação e tratamento das causas reversíveis.

Qual a dose e frequência da epinefrina na PCR?

A epinefrina é administrada na dose de 1 mg por via intravenosa (IV) em bolus a cada 3 a 5 minutos durante a ressuscitação. Ela é um vasopressor que aumenta a pressão de perfusão coronariana e cerebral, melhorando as chances de retorno à circulação espontânea.

Quais são as causas reversíveis de PCR (Hs e Ts)?

As causas reversíveis de PCR são conhecidas como 'Hs e Ts': Hipovolemia, Hipóxia, H+ (acidose), Hipo/Hipercalemia, Hipotermia; Tensão pneumotórax, Tamponamento cardíaco, Toxinas, Trombose coronariana e Trombose pulmonar. A identificação e correção dessas causas são cruciais para o sucesso da ressuscitação.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo