Parada Cardiorrespiratória: Manejo e Cuidados Pós-PCR

Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2020

Enunciado

Na parada cardiorrespiratória (PCR), considere a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) A atividade elétrica sem pulso deve ser tratada imediatamente com choque elétrico.
  2. B) Após o diagnóstico de pcr, devem ser imediatamente realizadas 30 ventilações seguidas de 2 compressões torácicas.
  3. C) Atualmente recomenda-se choques sucessivos com energias progressivamente maiores ao invés de choque isolado de alta energia.
  4. D) Após a recuperação da circulação espontânea pelas manobras de ressuscitação, a hipotermia induzida melhora o prognóstico neurológico e reduz a mortalidade global.

Pérola Clínica

Pós-PCR com RCE e coma: hipotermia terapêutica → melhora prognóstico neurológico e sobrevida.

Resumo-Chave

Após a recuperação da circulação espontânea (RCE) em pacientes que permanecem comatosos após uma parada cardiorrespiratória, a hipotermia terapêutica (controle de temperatura direcionado) é uma intervenção crucial que comprovadamente melhora o prognóstico neurológico e reduz a mortalidade global.

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória (PCR) é uma emergência médica que exige reconhecimento imediato e intervenção rápida para aumentar as chances de sobrevida do paciente. O manejo eficaz da PCR é um dos pilares do Suporte Básico e Avançado de Vida, e o conhecimento das diretrizes atuais é fundamental para todos os profissionais de saúde. O algoritmo de PCR diferencia entre ritmos chocáveis (Fibrilação Ventricular e Taquicardia Ventricular sem Pulso) e não chocáveis (Atividade Elétrica sem Pulso e Assistolia). A desfibrilação é a intervenção primária para ritmos chocáveis, enquanto para os não chocáveis, o foco é nas compressões torácicas de alta qualidade, ventilações e identificação/tratamento das causas reversíveis (Hs e Ts). A sequência de compressões e ventilações é crucial, sendo 30 compressões para 2 ventilações para um único socorrista. Após a recuperação da circulação espontânea (RCE), o cuidado pós-PCR é tão importante quanto as manobras de ressuscitação. A hipotermia terapêutica (ou controle de temperatura direcionado) em pacientes que permanecem comatosos após a RCE é uma intervenção comprovada que melhora significativamente o prognóstico neurológico e reduz a mortalidade global, ao minimizar o dano cerebral pós-isquêmico. Outros cuidados incluem otimização hemodinâmica, controle glicêmico e manejo de convulsões.

Perguntas Frequentes

Quais são os ritmos chocáveis na PCR?

Os ritmos chocáveis na parada cardiorrespiratória são a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular sem Pulso (TV sem pulso). Ambos requerem desfibrilação imediata para tentar restaurar um ritmo cardíaco organizado.

Qual a sequência correta de compressões e ventilações na PCR?

Para um único socorrista, a sequência correta é de 30 compressões torácicas para 2 ventilações. As compressões devem ser de alta qualidade, rápidas (100-120/min) e profundas (5-6 cm), com mínimas interrupções.

Por que a hipotermia terapêutica é importante após a RCE?

A hipotermia terapêutica (ou controle de temperatura direcionado) é importante após a recuperação da circulação espontânea (RCE) em pacientes comatosos, pois reduz o metabolismo cerebral, diminui o dano isquêmico-reperfusão e melhora o prognóstico neurológico e a sobrevida.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo