SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2022
Uma criança de três anos de idade foi internada, em unidade de terapia intensiva pediátrica, para tratamento de pneumonia e choque séptico, em ventilação mecânica, com acesso venoso central e com drogas vasoativas. Evoluiu com parada cardiorrespiratória em assistolia. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a melhor sequência de atendimento para o paciente, considerando que há vários colegas para ajudar no atendimento.
PCR pediátrica em assistolia: Epinefrina imediata + RCP 100-120/min contínua + 1 ventilação a cada 2-3s.
Em PCR pediátrica por assistolia, a epinefrina deve ser administrada o mais rápido possível, idealmente nos primeiros 5 minutos. Com múltiplos reanimadores, a RCP pode ser contínua com ventilações assíncronas a cada 2-3 segundos para otimizar a perfusão.
A parada cardiorrespiratória (PCR) em assistolia em crianças é um evento grave, frequentemente precedido por deterioração clínica progressiva, como no caso de choque séptico. A assistolia é um ritmo não chocável, o que significa que a desfibrilação não é indicada. A principal intervenção farmacológica é a epinefrina, que deve ser administrada o mais rápido possível para aumentar as chances de retorno da circulação espontânea. A fisiopatologia da assistolia pediátrica geralmente reflete uma falha miocárdica grave ou hipóxia prolongada. O diagnóstico é feito pela ausência de atividade elétrica organizada no monitor cardíaco, além da ausência de pulso e respiração. A suspeita de PCR em assistolia é alta em pacientes com condições críticas preexistentes, como choque séptico, que evoluem para colapso cardiovascular. O tratamento da PCR em assistolia pediátrica envolve a administração imediata de epinefrina e a continuidade da reanimação cardiopulmonar de alta qualidade. Com múltiplos reanimadores, as compressões torácicas devem ser contínuas, com uma frequência de 100-120/min, e as ventilações devem ser assíncronas, a cada 2-3 segundos. É crucial identificar e tratar causas reversíveis (Hs e Ts) e garantir a ventilação e oxigenação adequadas, especialmente em pacientes com doença respiratória prévia.
A epinefrina é um vasopressor que aumenta a pressão de perfusão coronariana e cerebral, sendo fundamental para o retorno da circulação espontânea em ritmos não chocáveis como a assistolia e a atividade elétrica sem pulso.
Com múltiplos reanimadores, as compressões torácicas devem ser contínuas (100-120/min) e as ventilações devem ser assíncronas, realizadas a uma taxa de 1 ventilação a cada 2 a 3 segundos (20-30 ventilações/min).
A dose de epinefrina é de 0,01 mg/kg (0,1 mL/kg da solução 1:10.000) por via intravenosa (IV) ou intraóssea (IO), repetida a cada 3-5 minutos. A via IV/IO é preferencial.
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