SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2023
Homem, 49 anos de idade, é atendido pelo SAMU em via pública após perda de consciência presenciada por transeuntes. Ao chegar ao local, os socorristas observaram ausência de movimentos respiratórios e de pulso. Foram iniciadas manobras de ressuscitação e instalado o desfibrilador externo automático, sendo indicada a necessidade de choque. Ao final do atendimento, o paciente recebeu 4 choques e evoluiu para atividade elétrica com pulso, sendo regulado para o Pronto-Socorro. Considerando o caso clínico descrito, conforme os protocolos da American Heart Association (AHA),Determine os fármacos indicados, para esse paciente, durante a parada cardiorrespiratória.
PCR com ritmo chocável (FV/TVSP) → Choque, RCP, Epinefrina, Amiodarona/Lidocaína.
Em uma parada cardiorrespiratória com ritmo chocável (Fibrilação Ventricular ou Taquicardia Ventricular sem Pulso), a desfibrilação precoce é a intervenção mais crítica. Após o primeiro choque e ciclos de RCP, a Epinefrina é administrada para melhorar a perfusão coronariana e cerebral, e antiarrítmicos como Amiodarona ou Lidocaína são indicados para estabilizar o ritmo após choques subsequentes.
A Parada Cardiorrespiratória (PCR) é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata, seguindo protocolos bem estabelecidos como os da American Heart Association (AHA). O manejo eficaz da PCR é crucial para a sobrevida e a qualidade de vida do paciente, sendo um tema de alta relevância para residentes e profissionais de saúde. No caso de um paciente com PCR e ritmo chocável (Fibrilação Ventricular ou Taquicardia Ventricular sem Pulso), a prioridade é a desfibrilação elétrica precoce, intercalada com ciclos de compressões torácicas de alta qualidade. Após o primeiro choque e um ciclo de RCP, a Epinefrina deve ser administrada para otimizar a perfusão. Se o ritmo chocável persistir após o segundo choque e mais um ciclo de RCP, um antiarrítmico como a Amiodarona ou a Lidocaína é indicado para aumentar a probabilidade de sucesso da desfibrilação e manter o ritmo sinusal. Para o residente, o domínio do algoritmo de PCR, incluindo a sequência de choques, compressões e administração de fármacos, é fundamental. A compreensão da fisiopatologia dos ritmos de PCR e dos mecanismos de ação dos medicamentos utilizados permite uma tomada de decisão rápida e eficaz em situações de alta pressão, melhorando os desfechos dos pacientes. A prática constante e o treinamento em cenários simulados são essenciais para a proficiência neste tema.
Os ritmos de parada cardiorrespiratória considerados chocáveis são a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular sem Pulso (TVSP). Nesses casos, a desfibrilação é a intervenção primária para tentar restaurar um ritmo cardíaco organizado.
A Epinefrina é indicada em todos os ritmos de PCR (chocáveis e não chocáveis) para seus efeitos alfa-adrenérgicos, que aumentam a pressão de perfusão coronariana e cerebral. A dose é de 1 mg IV/IO a cada 3-5 minutos, sem dose máxima.
A Amiodarona ou Lidocaína são administradas em ritmos chocáveis que persistem após múltiplos choques e Epinefrina. A Amiodarona é a primeira escolha (dose inicial de 300 mg IV/IO), seguida pela Lidocaína como alternativa (dose inicial de 1-1,5 mg/kg IV/IO).
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