PCR Adulto: Conduta Imediata na Reanimação Cardiopulmonar

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024

Enunciado

Um profissional de saúde observou à sua frente, durante uma caminhada, que uma senhora subitamente parou de andar, agachou-se, bastante pálida e sudorética, e desfaleceu. Em posse de sua máscara para ventilação boca-máscara, ele iniciou o primeiro atendimento à paciente. Ela estava inconsciente, não apresentava movimentos torácicos nem pulso carotídeo palpável. Solicita, então, que alguém de passagem chame o Serviço de atendimento médico de urgência (SAMU) e que outra pessoa providencie um desfibrilador externo automático (DEA). Considerando a situação apresentada, a conduta desse profissional deve ser iniciar imediatamente

Alternativas

  1. A) compressões torácicas de forma contínua, realizando concomitantemente uma ventilação a cada 2 ou 3 segundos, caso haja dois socorristas.
  2. B) compressões torácicas, após a abertura das vias aéreas e ventilação, mantendo a relação de duas ventilações seguidas por 30 compressões.
  3. C) compressões torácicas de forma contínua, interrompendo o procedimento a cada 5 minutos para checar o pulso, revezando com outro socorrista, se possível.
  4. D) compressões torácicas de pelo menos 5 centímetros de profundidade, com frequência de 100 a 120 por minuto, seguidas de abertura das vias aéreas e ventilação.

Pérola Clínica

PCR adulto → iniciar compressões torácicas (100-120/min, 5-6 cm prof.) + ventilação (30:2).

Resumo-Chave

A prioridade na PCR em adultos é iniciar imediatamente as compressões torácicas de alta qualidade para manter a perfusão cerebral e coronariana, minimizando interrupções. A ventilação deve ser integrada na sequência 30:2 após as compressões.

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória (PCR) em adultos é uma emergência médica grave, frequentemente de origem cardíaca, que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata para aumentar as chances de sobrevida. A incidência de PCR extra-hospitalar é significativa, e a qualidade do suporte básico de vida (BLS) prestado por leigos ou profissionais de saúde nos primeiros minutos é crucial. A fisiopatologia da PCR envolve a interrupção súbita da função cardíaca e respiratória, levando à cessação do fluxo sanguíneo para órgãos vitais. O diagnóstico é clínico, baseado na ausência de resposta, respiração e pulso. A suspeita deve ser alta em qualquer paciente que colapsa subitamente. O tratamento inicial da PCR em adultos, conforme as diretrizes do ACLS/BLS, prioriza as compressões torácicas de alta qualidade (100-120/min, 5-6 cm de profundidade), minimizando interrupções. A relação compressão-ventilação é de 30:2. O uso precoce de um desfibrilador externo automático (DEA) é fundamental para ritmos chocáveis. A preparação para provas de residência exige o domínio dessas sequências e parâmetros.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de parada cardiorrespiratória em adultos?

Os sinais de PCR em adultos incluem inconsciência, ausência de movimentos respiratórios ou respiração agônica, e ausência de pulso palpável em grandes artérias como a carótida.

Qual a frequência e profundidade recomendadas para as compressões torácicas na RCP em adultos?

As compressões torácicas devem ser realizadas com uma frequência de 100 a 120 por minuto e uma profundidade de 5 a 6 centímetros, permitindo o retorno total do tórax entre as compressões.

Quando o DEA deve ser utilizado na PCR em adultos?

O DEA deve ser utilizado o mais rápido possível após sua chegada, assim que a PCR for identificada. Ele analisa o ritmo cardíaco e, se indicado, administra um choque para ritmos chocáveis (FV/TV sem pulso).

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