HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2022
O paciente anterior evoluiu para o achado abaixo, associado a rebaixamento do nível de consciência e hipotensão. Qual a conduta imediata mais adequada?
Fibrilação Ventricular/TV sem pulso + instabilidade hemodinâmica → Desfibrilação imediata com carga máxima.
Em caso de parada cardiorrespiratória por fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso, a desfibrilação é a conduta imediata mais crucial. A instabilidade hemodinâmica e o rebaixamento do nível de consciência indicam a necessidade de intervenção urgente.
A parada cardiorrespiratória (PCR) é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata. A fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular sem pulso (TVSP) são as principais causas de PCR e são classificadas como ritmos chocáveis. A rápida identificação desses ritmos e a desfibrilação precoce são os fatores mais críticos para a sobrevida do paciente. A fisiopatologia da FV e TVSP envolve uma atividade elétrica caótica ou muito rápida e ineficaz do coração, resultando na incapacidade de bombear sangue, levando a rebaixamento do nível de consciência e hipotensão severa (ou ausência de pulso). O diagnóstico é feito pelo eletrocardiograma. A conduta imediata, conforme as diretrizes do ACLS (Advanced Cardiovascular Life Support), é a desfibrilação com a carga máxima do aparelho, o que visa resetar a atividade elétrica cardíaca. O tratamento da PCR por FV/TVSP consiste em ciclos de compressões torácicas de alta qualidade e desfibrilações, intercalados com administração de drogas como epinefrina e, se refratário, amiodarona. É crucial não confundir desfibrilação com cardioversão sincronizada, pois a sincronização é contraindicada em ritmos sem pulso e atrasaria o tratamento essencial.
Os ritmos chocáveis na parada cardiorrespiratória são a fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular sem pulso (TVSP). Ambos requerem desfibrilação imediata.
A desfibrilação é um choque elétrico não sincronizado, usado em ritmos sem pulso (FV/TVSP). A cardioversão sincronizada é um choque sincronizado com a onda R do ECG, usada em taquiarritmias com pulso, mas instáveis.
A amiodarona é um antiarrítmico que pode ser administrado após a segunda ou terceira tentativa de desfibrilação em casos de FV/TVSP refratárias, conforme as diretrizes do ACLS.
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