UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2015
Em relação ao manejo da Parada Cardiorrespiratória (PCR), assinale a alternativa INCORRETA:
PCR: Vasopressores e via aérea avançada devem ser otimizados, não atrasados, para melhor prognóstico.
A alternativa C está incorreta porque o atraso na administração de vasopressores e na instalação de via aérea avançada *está* associado a pior prognóstico. As diretrizes de PCR enfatizam a importância da administração precoce de epinefrina e a otimização da via aérea, embora as compressões torácicas de alta qualidade sejam sempre a prioridade.
O manejo da Parada Cardiorrespiratória (PCR) é um pilar fundamental da medicina de emergência, exigindo conhecimento e ação rápida. As diretrizes de reanimação cardiopulmonar (RCP) são atualizadas periodicamente para otimizar as chances de sobrevida e bom prognóstico neurológico dos pacientes. Em ritmos chocáveis como Fibrilação Ventricular (FV) e Taquicardia Ventricular Sem Pulso (TVSP), a desfibrilação precoce é a intervenção mais crítica. Para todos os ritmos de PCR, as compressões torácicas de alta qualidade são a base da RCP. A administração de vasopressores, como a epinefrina, deve ser iniciada o mais cedo possível para melhorar a perfusão de órgãos vitais. A instalação de via aérea avançada, embora importante, não deve interromper as compressões torácicas e sua prioridade é secundária à desfibrilação e compressões. A monitorização com capnografia é uma ferramenta valiosa para avaliar a qualidade da RCP e identificar o retorno da circulação espontânea. A atropina não é mais recomendada para assistolia ou AESP nas diretrizes atuais.
A prioridade absoluta é a desfibrilação precoce, pois é a única intervenção capaz de reverter esses ritmos chocáveis. As compressões torácicas de alta qualidade devem ser mantidas até a chegada do desfibrilador.
Vasopressores, como a epinefrina, são utilizados para aumentar a pressão de perfusão coronariana e cerebral, melhorando as chances de retorno da circulação espontânea (RCE). Devem ser administrados o mais cedo possível após o início das compressões.
A monitorização do dióxido de carbono exalado (capnografia) é um indicador da qualidade das compressões torácicas e da perfusão pulmonar. Um valor de CO2 exalado > 10 mmHg sugere compressões eficazes e pode indicar o retorno da circulação espontânea.
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