Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021
No manuseio do paciente em parada cardiorrespiratória (PCR) em ritmo não chocável (assistolia ou atividade elétrica sem pulso/AESP), é correto afirmar:
PCR em ritmo não chocável → buscar e tratar causas reversíveis (5 Hs e 5 Ts) com exames point-of-care.
Em PCR com ritmos não chocáveis (assistolia/AESP), a prioridade é identificar e corrigir as causas subjacentes. Exames de beira de leito, como ultrassonografia e gasometria, são ferramentas valiosas para diagnosticar rapidamente as "5 Hs e 5 Ts" e guiar o tratamento.
A Parada Cardiorrespiratória (PCR) em ritmos não chocáveis, como assistolia e Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP), representa um desafio significativo na emergência, com prognóstico geralmente pior que os ritmos chocáveis. A abordagem primária, após o suporte básico de vida, é a identificação e tratamento das causas reversíveis. A fisiopatologia da AESP envolve a presença de atividade elétrica organizada no coração sem pulso palpável, indicando falha mecânica. As "5 Hs e 5 Ts" são um mnemônico crucial para lembrar as etiologias tratáveis. Exames de beira de leito, como ultrassonografia e gasometria arterial, são ferramentas diagnósticas rápidas e eficazes para guiar a terapia. O tratamento foca em compressões torácicas de alta qualidade, ventilação adequada e administração de adrenalina, enquanto se busca ativamente a causa subjacente. A rápida correção da causa reversível é o fator mais importante para o sucesso da ressuscitação e melhora do prognóstico do paciente.
As 5 Hs são: Hipovolemia, Hipóxia, H+ (acidose), Hipo/Hipercalemia, Hipotermia. As 5 Ts são: Tensão (pneumotórax hipertensivo), Tamponamento cardíaco, Toxinas, Trombose coronariana, Trombose pulmonar.
O ultrassom pode rapidamente identificar causas como tamponamento cardíaco, pneumotórax hipertensivo, hipovolemia grave (colabamento de veia cava), e atividade cardíaca residual, guiando intervenções específicas.
A adrenalina é um vasopressor que aumenta a pressão de perfusão coronariana e cerebral, melhorando as chances de retorno à circulação espontânea, sendo administrada a cada 3-5 minutos.
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